SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2026
Durante atendimento de rotina na Unidade Básica de Saúde (UBS), são avaliadas duas crianças em consulta de puericultura: Otávio, com 1 ano e 2 meses, e Ruth, com 3 anos e 6 meses, ambos em bom estado geral e com desenvolvimento dentro dos padrões esperados. Na realização do exame físico e na avaliação antropométrica, é necessário obter corretamente os dados de peso e estatura das crianças, conforme as recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Considerando a idade e o desenvolvimento motor de Otávio e de Ruth, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta para a obtenção das medidas antropométricas:
< 2 anos → decúbito dorsal (comprimento); ≥ 2 anos → em pé (estatura).
A transição da técnica de medição ocorre aos 24 meses. Antes disso, usa-se o infantômetro para comprimento; após, o estadiômetro vertical para estatura, respeitando o desenvolvimento motor.
A avaliação antropométrica correta é o pilar da puericultura para o monitoramento do crescimento e estado nutricional. O Ministério da Saúde e a OMS estabelecem protocolos rígidos para minimizar erros de aferição que poderiam levar a diagnósticos equivocados de desnutrição ou obesidade. Para crianças menores de 2 anos, o comprimento é aferido em decúbito dorsal com auxílio de um segundo examinador para garantir o alinhamento da cabeça e extensão dos joelhos. Já para crianças acima de 2 anos, a estatura é medida em posição ortostática, com calcanhares, nádegas e região occipital em contato com a superfície vertical, mantendo o plano de Frankfurt. A escolha do equipamento (balança pediátrica vs. plataforma) também segue o critério da idade e segurança do paciente.
O infantômetro (ou régua antropométrica horizontal) deve ser utilizado para medir o comprimento de crianças de 0 a 23 meses de idade em decúbito dorsal. A partir dos 24 meses (2 anos), a criança deve ser medida em pé utilizando um estadiômetro vertical ou antropômetro fixo à parede.
Crianças menores de 2 anos devem ser pesadas preferencialmente em balanças pediátricas (tipo 'concha'), totalmente despidas e centralizadas no equipamento. Se a criança for maior e a balança pediátrica não comportar, pode-se usar a balança de adulto com a técnica da diferença de peso (mãe com filho menos peso da mãe).
A mudança reflete a maturação motora e a estabilidade postural da criança. Além disso, as curvas de crescimento da OMS (2006) utilizam o comprimento para menores de 2 anos e a estatura para maiores de 2 anos, havendo uma diferença fisiológica de cerca de 0,7 cm entre as duas medidas.
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