Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Os antipsicóticos são medicações muito utilizadas desde a década de 1950 para tratamento de doenças psiquiátricas crônicas como a esquizofrenia e o transtorno afetivo bipolar e, também, muito utilizados para controle comportamental em pacientes com demências de diversas etiologias. Essas medicações são classicamente separadas em antipsicóticos típicos (ou de primeira geração) e antipsicóticos atípicos (de segunda geração). A respeito desse tema, analise as proposições abaixo e assinale (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso. ( )Aripiprazol, Clozapina, Lurasidona, Quetiapina e Olanzapina são classificados como antipsicóticos de segunda geração e possuem maior risco de discinesia tardia e efeitos colaterais extrapiramidais do que os antipsicóticos de primeira geração. ( )O mecanismo de ação dos antipsicóticos é o agonismo pós-sináptico de receptores dopaminérgicos D2 e D3. ( )Ganho de peso, diabetes, dislipidemia e o aumento do risco cardiovascular são efeitos colaterais possíveis dos antipsicóticos. ( )São efeitos raros e graves relacionados ao uso de antipsicóticos a agranulocitose, aumento do intervalo QT e morte súbita. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Antipsicóticos atípicos ↓ risco de EPS/discinesia tardia vs. típicos, mas ↑ risco metabólico.
Antipsicóticos de segunda geração (atípicos) são preferidos por menor risco de efeitos extrapiramidais e discinesia tardia, mas exigem monitoramento rigoroso para síndrome metabólica (ganho de peso, diabetes, dislipidemia) e outros efeitos graves como prolongamento do QT e agranulocitose (clozapina). O mecanismo principal é o antagonismo de receptores dopaminérgicos D2.
Os antipsicóticos são pilares no tratamento de doenças psiquiátricas graves como esquizofrenia e transtorno afetivo bipolar, e também no manejo comportamental de demências. Sua introdução revolucionou a psiquiatria, permitindo um controle mais eficaz dos sintomas psicóticos e a reintegração social de muitos pacientes. É crucial para residentes compreender a classificação e os perfis de segurança dessas medicações. Classicamente divididos em típicos (primeira geração) e atípicos (segunda geração), os antipsicóticos atuam principalmente como antagonistas dos receptores dopaminérgicos D2. Os atípicos, além do bloqueio D2, também interagem com outros receptores, como os serotoninérgicos 5-HT2A, o que confere um perfil de efeitos colaterais mais favorável em relação aos efeitos extrapiramidais (EPS) e discinesia tardia, comparado aos típicos. No entanto, os atípicos apresentam um risco metabólico significativo. O manejo dos pacientes em uso de antipsicóticos exige monitoramento contínuo. Enquanto os típicos demandam atenção aos EPS e discinesia tardia, os atípicos requerem vigilância para ganho de peso, dislipidemia, diabetes mellitus e risco cardiovascular aumentado. Efeitos graves, embora raros, como agranulocitose (com clozapina), prolongamento do intervalo QT e morte súbita, também devem ser considerados, sublinhando a necessidade de uma avaliação risco-benefício individualizada.
Os antipsicóticos de segunda geração estão associados a um maior risco de efeitos metabólicos, como ganho de peso, diabetes mellitus e dislipidemia, além de prolongamento do intervalo QT e, em casos específicos como a clozapina, agranulocitose.
O mecanismo de ação primário dos antipsicóticos, especialmente os típicos, é o antagonismo pós-sináptico dos receptores dopaminérgicos D2 no sistema nervoso central, o que ajuda a reduzir os sintomas psicóticos.
Antipsicóticos típicos (primeira geração) têm maior risco de efeitos extrapiramidais e discinesia tardia. Antipsicóticos atípicos (segunda geração) têm menor risco de EPS, mas maior risco de efeitos metabólicos e cardiovasculares.
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