Visão Laser - Centro Oftalmológico (SP) — Prova 2024
O uso de antipsicóticos tem sido associado ao risco de DM:
Antipsicóticos → DM por mecanismos diretos (sensibilidade/secreção insulina) e indiretos (ganho de peso).
Antipsicóticos, especialmente os de segunda geração, podem induzir diabetes mellitus tipo 2 por múltiplos mecanismos. Isso inclui a redução da sensibilidade à insulina e a disfunção da secreção de insulina, além do notório ganho de peso que agrava a resistência à insulina.
O uso de antipsicóticos, especialmente os de segunda geração (atípicos), está fortemente associado a um aumento significativo do risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2. Este é um tema crucial na prática clínica, dada a prevalência de transtornos psiquiátricos que requerem essa medicação e a necessidade de monitoramento metabólico rigoroso. A compreensão desses mecanismos é fundamental para a gestão de pacientes. Os mecanismos pelos quais os antipsicóticos induzem diabetes são multifatoriais, envolvendo tanto efeitos diretos quanto indiretos. Diretos incluem a alteração da sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos e a disfunção da secreção de insulina pelas células beta pancreáticas. Indiretamente, o ganho de peso substancial, um efeito colateral comum de muitos antipsicóticos, contribui significativamente para a resistência à insulina e o desenvolvimento de síndrome metabólica. Para residentes, é vital reconhecer a importância do rastreamento metabólico regular (glicemia de jejum, perfil lipídico, peso e circunferência abdominal) em pacientes em uso de antipsicóticos. A escolha do antipsicótico deve considerar o perfil de risco metabólico do paciente, e intervenções no estilo de vida ou farmacológicas podem ser necessárias para mitigar esses riscos e prevenir complicações a longo prazo.
Antipsicóticos de segunda geração, como clozapina e olanzapina, são os que apresentam maior risco de induzir diabetes e ganho de peso significativo devido aos seus perfis farmacológicos.
Eles podem prejudicar a sinalização da insulina em tecidos periféricos e reduzir a captação de glicose, levando à resistência à insulina, um fator chave no desenvolvimento de diabetes tipo 2.
Os antipsicóticos podem ter efeitos diretos na função das células beta pancreáticas, alterando a secreção de insulina, e também influenciar o metabolismo lipídico, contribuindo para a dislipidemia e a síndrome metabólica.
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