Antipsicóticos e Diabetes Mellitus: Riscos e Manejo

DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2024

Enunciado

As drogas mais associadas ao risco de DM risco são listadas corretamente no item:

Alternativas

  1. A) Clorpromazina (primeira geração), clozapina, olanzapina, quetiapina e não risperidona (quinta geração).
  2. B) Clorpromazina (primeira geração), clozapina, olanzapina, não para quetiapina e risperidona (segunda geração).
  3. C) Clorpromazina (segunda geração), não para clozapina, olanzapina, quetiapina e risperidona (segunda geração).
  4. D) Clorpromazina (primeira geração), clozapina, olanzapina, quetiapina e risperidona (segunda geração).

Pérola Clínica

Antipsicóticos (especialmente clozapina, olanzapina, quetiapina, risperidona e clorpromazina) ↑ risco de DM e síndrome metabólica.

Resumo-Chave

Muitos antipsicóticos, tanto de primeira quanto de segunda geração, estão associados a um risco aumentado de desenvolver diabetes mellitus e síndrome metabólica. Entre os de segunda geração, clozapina e olanzapina têm o maior risco, seguidos por quetiapina e risperidona. A clorpromazina, um antipsicótico de primeira geração, também apresenta esse risco.

Contexto Educacional

O uso de antipsicóticos, tanto de primeira quanto de segunda geração, está associado a um risco aumentado de desenvolver distúrbios metabólicos, incluindo diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia e ganho de peso. Essa é uma preocupação clínica significativa, pois muitos pacientes necessitam de tratamento antipsicótico a longo prazo, e as comorbidades metabólicas podem impactar negativamente a qualidade de vida e a expectativa de vida. A fisiopatologia envolve uma combinação de fatores, incluindo o ganho de peso significativo induzido por muitos desses medicamentos, que contribui para a resistência à insulina. Além disso, alguns antipsicóticos podem ter efeitos diretos na secreção de insulina pelas células beta pancreáticas e na sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos. A clozapina e a olanzapina são classicamente associadas ao maior risco metabólico, seguidas pela quetiapina e risperidona. A clorpromazina, um antipsicótico de primeira geração, também é reconhecida por seu perfil de risco metabólico. É fundamental que os pacientes em uso de antipsicóticos sejam monitorados regularmente para parâmetros metabólicos, incluindo peso, glicemia de jejum, hemoglobina glicada e perfil lipídico. O manejo pode envolver intervenções no estilo de vida, como dieta e exercícios, e, em alguns casos, a troca do antipsicótico para um com menor risco metabólico ou a adição de medicamentos para tratar as comorbidades metabólicas.

Perguntas Frequentes

Quais antipsicóticos de segunda geração apresentam maior risco de induzir diabetes mellitus?

Entre os antipsicóticos de segunda geração, a clozapina e a olanzapina são os que apresentam o maior risco de induzir diabetes mellitus e ganho de peso significativo, seguidos pela quetiapina e risperidona.

Por que os antipsicóticos aumentam o risco de diabetes?

Os antipsicóticos podem aumentar o risco de diabetes através de múltiplos mecanismos, incluindo ganho de peso, resistência à insulina, dislipidemia e disfunção das células beta pancreáticas, afetando o metabolismo da glicose e lipídios.

Antipsicóticos de primeira geração também podem causar diabetes?

Sim, alguns antipsicóticos de primeira geração, como a clorpromazina, também estão associados a um risco aumentado de diabetes mellitus e síndrome metabólica, embora o risco seja geralmente considerado maior com certos antipsicóticos de segunda geração.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo