Esquizofrenia: Antipsicóticos e Efeitos Extrapiramidais

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2022

Enunciado

J.L.A. 30 anos, vem para consulta no ambulatório de psiquiatria com diagnóstico de esquizofrenia, porém sem tratamento instituído até o momento. Chega à consulta relatando estar ouvindo vozes e apresentando alucinações visuais. Têm história pregressa de reação extrapiramidal ao uso de bromoprida. Qual das medicações abaixo listadas tem menor risco de causar a reação que o paciente apresentou ao utilizar bromoprida?

Alternativas

  1. A) Haloperidol
  2. B) Tiotixeno
  3. C) Loxapina
  4. D) Quetiapina

Pérola Clínica

Paciente com histórico de reação extrapiramidal → preferir antipsicóticos atípicos com menor risco, como Quetiapina.

Resumo-Chave

Pacientes com esquizofrenia e histórico de reações extrapiramidais (como as causadas por bromoprida, um antagonista dopaminérgico) devem receber antipsicóticos com menor afinidade por receptores D2 dopaminérgicos, como a Quetiapina, que é um antipsicótico atípico com baixo risco de efeitos extrapiramidais.

Contexto Educacional

A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico crônico e grave, caracterizado por distorções no pensamento, percepção, emoções, linguagem, senso de si e comportamento. O tratamento farmacológico é a pedra angular da abordagem, sendo os antipsicóticos a classe de medicamentos mais utilizada para controlar os sintomas psicóticos, como alucinações e delírios. Os antipsicóticos são divididos em típicos (primeira geração) e atípicos (segunda geração). Os antipsicóticos típicos, como o haloperidol, agem principalmente bloqueando os receptores dopaminérgicos D2 e são eficazes no controle dos sintomas positivos, mas frequentemente causam efeitos extrapiramidais (EEP), como distonia, acatisia e parkinsonismo. A bromoprida, um antiemético, também atua como antagonista dopaminérgico e pode induzir EEP. Antipsicóticos atípicos, como a quetiapina, risperidona, olanzapina e clozapina, possuem um perfil de ligação mais complexo, com menor afinidade ou ocupação transitória dos receptores D2, além de atuarem em outros receptores (ex: serotonina). Isso resulta em uma eficácia semelhante ou superior aos típicos, com um risco significativamente menor de EEP. A quetiapina, em particular, é conhecida por seu perfil de baixo risco de EEP, sendo uma excelente opção para pacientes com histórico de intolerância a esses efeitos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais efeitos extrapiramidais associados a antipsicóticos?

Os principais efeitos extrapiramidais (EEP) incluem distonia aguda (contrações musculares sustentadas), acatisia (inquietação motora), parkinsonismo (rigidez, bradicinesia, tremor) e discinesia tardia (movimentos involuntários repetitivos).

Por que a Quetiapina tem menor risco de efeitos extrapiramidais?

A Quetiapina é um antipsicótico atípico que possui menor afinidade e ocupação transitória dos receptores dopaminérgicos D2 no sistema nigroestriatal, além de ter atividade em outros receptores, o que resulta em um perfil de menor risco de EEP.

Quais outros antipsicóticos atípicos têm baixo risco de efeitos extrapiramidais?

Além da Quetiapina, outros antipsicóticos atípicos como Clozapina e Olanzapina também são conhecidos por terem um baixo risco de EEP, embora cada um tenha seu próprio perfil de efeitos adversos a ser considerado.

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