AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Paciente masculino, 70 anos, realizou colonoscopia por queixa de enterorragia e perda de peso. Apresentou como achado uma lesão tumoral no cólon sigmoide cuja biópsia demonstrou adenocarcinoma. Em relação aos marcadores tumorais para estadiamento deste paciente, assinale a assertiva correta:
CEA ↑ pré-operatório = Maior carga tumoral e pior prognóstico; Útil no seguimento, não no rastreio.
O CEA é o principal marcador tumoral no câncer colorretal. Embora não sirva para diagnóstico precoce ou rastreamento populacional, seus níveis pré-operatórios correlacionam-se com o estágio da doença e são fundamentais para o monitoramento de recidivas após o tratamento cirúrgico.
O adenocarcinoma de cólon é uma das neoplasias mais prevalentes, e o manejo adequado envolve estadiamento clínico, radiológico e laboratorial. O Antígeno Carcinoembrionário (CEA) é uma glicoproteína oncofetal expressa em tecidos mucosos normais, mas superestimada em adenocarcinomas. No estadiamento, o CEA auxilia na predição de sobrevida e risco de recorrência. Outros marcadores como o CA 19-9 podem estar elevados, mas não possuem a mesma validação clínica que o CEA para câncer colorretal. Marcadores como Alfafetoproteína (fígado/germinal) e PSA (próstata) não possuem relação direta com o estadiamento do câncer de cólon, a menos que haja suspeita de tumores primários síncronos.
Não. O CEA possui baixa sensibilidade para lesões iniciais e baixa especificidade (pode aumentar em fumantes, DPOC, cirrose e inflamações). O padrão-ouro para rastreamento e diagnóstico precoce continua sendo a colonoscopia ou a pesquisa de sangue oculto nas fezes, dependendo do protocolo.
No pré-operatório, níveis muito elevados de CEA sugerem uma carga tumoral maior e maior probabilidade de doença metastática (especialmente hepática), servindo como um fator prognóstico independente. Além disso, serve como valor basal para comparar com as dosagens no seguimento pós-operatório.
Após a ressecção cirúrgica com intenção curativa, os níveis de CEA devem normalizar. As diretrizes recomendam a dosagem seriada (geralmente a cada 3-6 meses nos primeiros anos). Uma elevação sustentada do CEA durante o seguimento é frequentemente o primeiro sinal de recidiva tumoral, precedendo achados em exames de imagem.
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