PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
O antígeno carcinoembrionário (CEA) deve ser solicitado:
CEA pré-operatório em CCR → marcador de estadiamento e prognóstico, não de rastreio.
O CEA é um marcador tumoral útil no câncer colorretal (CCR) para estadiamento e prognóstico, especialmente antes da cirurgia. Níveis elevados pré-operatórios podem indicar doença mais avançada e são um fator prognóstico negativo, além de serem importantes para o seguimento pós-operatório.
O Antígeno Carcinoembrionário (CEA) é um marcador tumoral glicoproteico que, embora não seja específico para o câncer colorretal (CCR), é amplamente utilizado no manejo dessa neoplasia. Sua importância reside na capacidade de auxiliar no estadiamento da doença, na avaliação prognóstica e, principalmente, no monitoramento pós-tratamento para detecção precoce de recidivas. A solicitação do CEA antes da cirurgia em pacientes com diagnóstico de CCR é crucial. Níveis elevados pré-operatórios podem indicar uma carga tumoral maior ou doença mais avançada, influenciando as decisões terapêuticas e o planejamento cirúrgico. Após a ressecção do tumor, a queda dos níveis de CEA para a normalidade é um bom indicador de sucesso terapêutico, enquanto a elevação persistente ou subsequente pode sugerir doença residual ou recidiva. É fundamental que o residente compreenda que o CEA não deve ser utilizado como ferramenta de rastreamento populacional devido à sua baixa acurácia para essa finalidade. Seu valor é complementar a outros exames de imagem e biópsias, fornecendo informações adicionais para o manejo individualizado do paciente com câncer colorretal, tanto na fase diagnóstica quanto no seguimento a longo prazo.
A principal indicação do CEA é no estadiamento pré-operatório e no seguimento de pacientes com câncer colorretal já diagnosticado, para monitorar a resposta ao tratamento e detectar recidivas.
Não, o CEA não é recomendado para rastreamento populacional de câncer colorretal devido à sua baixa sensibilidade e especificidade, que podem levar a falsos positivos e negativos.
Níveis elevados de CEA no pré-operatório estão associados a um pior prognóstico e maior risco de recidiva, sendo um fator importante na decisão terapêutica e no planejamento do seguimento.
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