HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
Dentre os principais marcadores tumorais do aparelho digestivo, o CEA (antígeno carcinoembrionário) é uma glicoproteína da membrana celular de peso molecular médio de 180 kDa. Diante disso, o CEA apresenta ssensibilidade diagnóstica maior nos seguintes tumores:
CEA: marcador principal para câncer colorretal e carcinoma medular de tireoide.
O Antígeno Carcinoembrionário (CEA) é um marcador tumoral glicoproteico amplamente utilizado, principalmente para monitoramento e prognóstico do câncer colorretal. Além disso, o CEA é um marcador crucial no diagnóstico e acompanhamento do carcinoma medular de tireoide, sendo um dos principais indicadores para essa neoplasia neuroendócrina.
O Antígeno Carcinoembrionário (CEA) é uma glicoproteína da membrana celular que atua como um marcador tumoral, sendo um dos mais estudados e utilizados na prática clínica. Embora não seja específico para um único tipo de câncer, sua elevação é frequentemente associada a neoplasias do trato gastrointestinal, especialmente o câncer colorretal. A importância clínica do CEA reside principalmente no monitoramento da recorrência da doença e na avaliação da resposta terapêutica, e não como ferramenta de rastreamento populacional devido à sua baixa especificidade. A fisiopatologia do CEA envolve sua produção por células tumorais, sendo liberado na corrente sanguínea. Seus níveis séricos podem refletir a carga tumoral e a atividade da doença. O diagnóstico e acompanhamento de tumores que elevam o CEA incluem, além do câncer colorretal, o carcinoma medular de tireoide, onde o CEA é um marcador crucial ao lado da calcitonina. Outros tumores como os de pulmão, mama, estômago e pâncreas também podem cursar com elevação do CEA, mas com menor sensibilidade diagnóstica. O tratamento de pacientes com elevação do CEA depende do tipo e estágio do câncer. No câncer colorretal, a queda dos níveis de CEA após a cirurgia indica ressecção completa, e elevações subsequentes sugerem recorrência. No carcinoma medular de tireoide, a persistência de níveis elevados de CEA e calcitonina após a tireoidectomia total indica doença residual ou metastática. É fundamental interpretar os níveis de CEA no contexto clínico completo do paciente, considerando outros exames e a história clínica.
No câncer colorretal, o CEA é mais utilizado para monitoramento pós-operatório da recorrência da doença e para avaliar a resposta ao tratamento, sendo menos sensível para o diagnóstico inicial.
No carcinoma medular de tireoide, o CEA, juntamente com a calcitonina, é um marcador essencial para o diagnóstico, estadiamento e monitoramento da recorrência, com níveis elevados indicando maior carga tumoral.
Não, o CEA não é específico para câncer e pode estar elevado em condições benignas como tabagismo, doenças inflamatórias intestinais, pancreatite e cirrose, o que limita seu uso como ferramenta de rastreamento.
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