CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2023
Com relação aos antifúngicos e seu uso no tratamento de infecções oculares, é correto afirmar:
Natamicina = Escolha para fungos filamentosos (Fusarium); Voriconazol = Alta penetração estromal e intraocular.
O tratamento de ceratites fúngicas exige conhecimento do espectro: poliênicos (natamicina) para filamentosos e anfotericina B ou azóis para leveduras.
As ceratites fúngicas são infecções graves, frequentemente associadas a trauma vegetal ou uso de lentes de contato. A escolha do antifúngico depende da identificação do agente (levedura vs. filamentoso). Os poliênicos (Natamicina) são a primeira linha para filamentosos, mas sua instabilidade e baixa penetração limitam o uso em abscessos profundos. Os azóis, como o voriconazol, inibem a enzima 14-alfa-desmetilase, bloqueando a síntese de ergosterol. O voriconazol ganhou destaque pela sua versatilidade, podendo ser usado via tópica, intrastromal, intravítrea ou sistêmica, oferecendo uma alternativa potente para patógenos como Aspergillus e Candida.
A natamicina tópica a 5% é o padrão-ouro para fungos filamentosos, especialmente o Fusarium, conforme demonstrado no estudo MUTT I. No entanto, sua penetração corneana é limitada.
O voriconazol possui excelente biodisponibilidade e penetração no estroma corneano e humor aquário quando administrado via tópica ou oral, sendo útil em casos de ceratites profundas e resistentes.
Os poliênicos, como a natamicina e a anfotericina B, ligam-se ao ergosterol da membrana celular fúngica, criando poros que levam à lise celular. São fungicidas de amplo espectro.
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