HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Os envenenamentos agudos, bem como doenças decorrentes deles, constituem-se um importante problema de saúde pública. Sobre este tema, correlacione as colunas e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. INDICAÇÃO: 1. Envenenamento por organofosforados. 2. Intoxicação por acetaminofen. 3. Envenenamento por benzodiazepínicos. 4. Extrapiramidalismo medicamentoso. 5. Envenenamento por chumbo. ANTÍDOTO ( ) Flumazenil. ( ) Penicilamina. ( ) Pralidoxima. ( ) Difenidramina. ( ) N-acetilcisteína.
Intoxicações agudas: Organofosforados → Pralidoxima; Acetaminofen → N-acetilcisteína; Benzodiazepínicos → Flumazenil; Extrapiramidalismo → Difenidramina; Chumbo → Penicilamina.
Conhecer os antídotos específicos para intoxicações comuns é crucial na emergência. A identificação rápida do agente tóxico e a administração do antídoto correto podem ser decisivas para o prognóstico do paciente, minimizando danos e salvando vidas.
As intoxicações agudas representam um desafio significativo na medicina de emergência, exigindo reconhecimento rápido e intervenção eficaz. A prevalência varia de acordo com a região e o agente tóxico, mas o impacto na saúde pública é considerável, com morbidade e mortalidade elevadas se não tratadas adequadamente. O conhecimento dos antídotos específicos é uma ferramenta vital para o manejo. O diagnóstico de uma intoxicação aguda baseia-se na história clínica, exame físico e, quando possível, exames laboratoriais para identificar o agente. A suspeita deve ser alta em pacientes com alteração do estado mental, disfunção orgânica inexplicada ou exposição conhecida a toxinas. A fisiopatologia varia amplamente, desde inibição enzimática (organofosforados) até depleção de glutationa (acetaminofen). O tratamento inicial envolve suporte vital (ABC), descontaminação (se apropriado) e, crucialmente, a administração do antídoto específico. A escolha do antídoto depende do agente tóxico e do mecanismo de ação. A pralidoxima reativa a acetilcolinesterase, a N-acetilcisteína repõe glutationa, o flumazenil antagoniza receptores GABA, a difenidramina bloqueia receptores muscarínicos e a penicilamina quela o chumbo. O prognóstico está diretamente ligado à rapidez e adequação do tratamento.
Os principais antídotos incluem pralidoxima para organofosforados, N-acetilcisteína para acetaminofen, flumazenil para benzodiazepínicos, difenidramina para extrapiramidalismo medicamentoso e penicilamina para envenenamento por chumbo.
A N-acetilcisteína atua repondo os estoques de glutationa, um antioxidante que desintoxica o metabólito tóxico do acetaminofen (NAPQI), prevenindo a hepatotoxicidade.
O flumazenil deve ser usado com cautela ou evitado em pacientes com dependência crônica de benzodiazepínicos, risco de convulsões (ex: co-ingestão de antidepressivos tricíclicos) ou trauma cranioencefálico, pois pode precipitar abstinência ou convulsões.
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