SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2022
O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune que acomete diversos órgãos e sistemas e, em alguns casos, pode ter prognóstico reservado, dependendo da agressividade da doença. Para seu diagnóstico, são utilizados alguns critérios, sendo um deles a presença de possíveis anticorpos. Cada um desses anticorpos se relaciona de forma mais importante com um padrão de evolução da doença ou com o acometimento de determinados órgãos. Com relação aos anticorpos que podem estar presentes no lúpus, relacione o anticorpo com a evolução ou acometimento a que está mais frequentemente relacionado: A. Anti-DNA B. Anti-Sm C. Anti-Ro D. Anticorpo anticardiolipina E. Anti-histona ( ) Anticorpo mais específico para lúpus. ( ) Comum no lúpus induzido por drogas. ( ) Associação com acometimento renal, como nefrite lúpica. ( ) Associação com bloqueio atrioventricular total congênito. ( ) Associação com a síndrome antifosfolipídica. A sequência que preenche corretamente as lacunas é:
Anti-Sm = específico LES; Anti-histona = lúpus induzido; Anti-DNA = nefrite; Anti-Ro = BAVT congênito; Anticardiolipina = SAF.
A compreensão dos autoanticorpos no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é fundamental para o diagnóstico, prognóstico e manejo. Cada anticorpo possui associações clínicas específicas que auxiliam na identificação de subtipos da doença e no risco de acometimento de órgãos, como a nefrite lúpica ou o lúpus neonatal.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune complexa, e a identificação de autoanticorpos é um pilar fundamental para seu diagnóstico e estratificação de risco. O Fator Antinuclear (FAN) é um teste de triagem altamente sensível, mas não específico. A positividade do FAN exige a pesquisa de anticorpos mais específicos para confirmar o diagnóstico e prever o curso da doença. Entre os anticorpos específicos, o anti-Sm é o mais específico para LES, enquanto o anti-DNA de dupla hélice (anti-dsDNA) está fortemente associado à atividade da doença e à nefrite lúpica. O anti-Ro/SSA tem relevância particular na gravidez, devido ao risco de lúpus neonatal e bloqueio atrioventricular congênito. O anti-histona é o marcador clássico do lúpus induzido por drogas, e os anticorpos antifosfolipídeos, como o anticardiolipina, estão ligados à Síndrome Antifosfolipídea, que pode coexistir com o LES. A correta interpretação desses marcadores permite aos médicos não apenas diagnosticar o LES, mas também antecipar complicações e personalizar o tratamento, melhorando o prognóstico dos pacientes. A compreensão dessas associações é crucial para residentes e estudantes de medicina na prática clínica e em exames.
O anticorpo anti-Sm (anti-Smith) é considerado o mais específico para o diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico, embora esteja presente em apenas 20-30% dos pacientes.
O anticorpo anti-histona é o mais frequentemente associado ao lúpus induzido por drogas, estando presente em cerca de 95% dos casos. Outros anticorpos podem estar presentes, mas o anti-histona é o marcador clássico.
O anticorpo anti-Ro/SSA está associado ao lúpus neonatal, especialmente ao bloqueio atrioventricular total (BAVT) congênito em recém-nascidos de mães com este anticorpo. Também pode ser encontrado em pacientes com lúpus cutâneo subagudo e síndrome de Sjögren.
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