HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
O uso prolongado de anticoncepcional contendo somente progesterona implica em reposição de:
Anticoncepcional só progesterona (DMPA) → Risco de perda óssea → Necessidade de reposição de cálcio.
O uso prolongado de anticoncepcionais que contêm apenas progesterona, especialmente o injetável de desacetato de medroxiprogesterona (DMPA), está associado à diminuição da densidade mineral óssea. Isso ocorre devido à supressão do estrogênio, que é essencial para a manutenção da saúde óssea, implicando na necessidade de reposição de cálcio.
O uso de anticoncepcionais hormonais é uma prática comum na ginecologia, e a escolha do método deve considerar diversos fatores, incluindo os potenciais efeitos adversos. Os anticoncepcionais que contêm somente progesterona, como o desacetato de medroxiprogesterona (DMPA) injetável, são eficazes na contracepção, mas possuem um perfil de efeitos colaterais distinto dos combinados. Um dos efeitos mais relevantes do uso prolongado de anticoncepcionais de progesterona, particularmente o DMPA, é a sua associação com a diminuição da densidade mineral óssea (DMO). A fisiopatologia reside na supressão da secreção de estrogênio endógeno, que é um hormônio anabólico essencial para a manutenção da massa óssea. A deficiência de estrogênio pode levar a um aumento da reabsorção óssea e, consequentemente, à osteopenia ou osteoporose. Diante desse risco, é fundamental que o ginecologista oriente as pacientes sobre a importância da saúde óssea. Isso inclui a recomendação de uma ingestão adequada de cálcio (através da dieta ou suplementos) e vitamina D, além da prática regular de exercícios físicos com carga. Embora a perda óssea seja geralmente reversível após a interrupção do método, a monitorização e a prevenção são cruciais, especialmente em adolescentes e mulheres com outros fatores de risco para osteoporose.
Anticoncepcionais de progesterona, especialmente o DMPA, podem suprimir a produção de estrogênio, um hormônio crucial para a manutenção da densidade mineral óssea. A deficiência de estrogênio pode levar à perda óssea.
Recomenda-se que mulheres em uso prolongado de anticoncepcionais de progesterona, como o DMPA, recebam orientação sobre a importância da ingestão adequada de cálcio e vitamina D, além de exercícios físicos com carga, para minimizar a perda óssea.
Estudos indicam que a densidade mineral óssea geralmente se recupera após a interrupção do desacetato de medroxiprogesterona, mas a recuperação pode ser lenta e não atingir completamente os níveis pré-tratamento em todas as mulheres.
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