SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
A densidade mineral óssea frequentemente pode ser afetada de forma negativa por diversas doenças e por drogas. Em ginecologia, algumas situações fisiológicas ou drogas de uso comum e rotineiro podem diminuir a massa óssea. Das drogas usadas em ginecologia, qual está associada à osteoporose?
Anticoncepcional de progestina isolada (ex: Depo-Provera) pode ↓ densidade mineral óssea.
Anticoncepcionais hormonais que contêm apenas progestina, especialmente os injetáveis como o acetato de medroxiprogesterona de depósito (Depo-Provera), têm sido associados à diminuição da densidade mineral óssea, principalmente em uso prolongado, devido à supressão estrogênica.
A densidade mineral óssea (DMO) é um indicador crucial da saúde óssea e pode ser influenciada por uma variedade de fatores, incluindo doenças crônicas e o uso de certos medicamentos. No contexto ginecológico, a saúde óssea é particularmente relevante devido às flutuações hormonais ao longo da vida da mulher e ao uso de terapias hormonais. A osteoporose, caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração microarquitetural do tecido ósseo, aumenta o risco de fraturas. Entre as drogas ginecológicas, os anticoncepcionais hormonais de progestina isolada, especialmente o acetato de medroxiprogesterona de depósito (AMPD ou Depo-Provera), são conhecidos por induzir uma diminuição da DMO. Isso ocorre devido à supressão da função ovariana e, consequentemente, dos níveis de estrogênio, que é um hormônio fundamental para a manutenção da massa óssea. Embora a perda óssea seja geralmente reversível após a descontinuação, o uso prolongado, especialmente em adolescentes, requer atenção. Outras opções mencionadas, como tamoxifeno e raloxifeno, são moduladores seletivos do receptor de estrogênio (SERMs) que, ao contrário, exercem efeitos estrogênicos no osso, sendo protetores contra a perda óssea e utilizados no tratamento da osteoporose. A cabergolina, um agonista dopaminérgico usado para tratar hiperprolactinemia, não tem uma associação direta e significativa com a perda óssea. É crucial que os profissionais de saúde avaliem o perfil de risco de osteoporose ao prescrever contraceptivos e outras terapias ginecológicas.
Anticoncepcionais de progestina isolada, especialmente os injetáveis, podem suprimir a produção ovariana de estrogênio. A deficiência de estrogênio é um fator de risco conhecido para a perda de massa óssea e o desenvolvimento de osteoporose.
O tamoxifeno, em mulheres pós-menopausa, e o raloxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM), possuem efeito estrogênico no osso, contribuindo para a manutenção ou aumento da densidade mineral óssea e sendo utilizados na prevenção e tratamento da osteoporose.
Para mulheres usando anticoncepcionais de progestina isolada por tempo prolongado, especialmente adolescentes, é importante monitorar a densidade mineral óssea e considerar a suplementação de cálcio e vitamina D, além de discutir alternativas contraceptivas se houver fatores de risco adicionais para osteoporose.
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