UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
Métodos anticoncepcionais, também conhecidos como métodos contraceptivos, são maneiras, medicamentos e dispositivos usados para evitar a gravidez. Quanto a esses métodos, analise as afirmativas. I - O estriol é o principal estrogênio contido nos anticoncepcionais orais combinados. II - Os anticoncepcionais orais de progestógeno também são conhecidos como Pílulas Progestínicas (PP) e minipílula. III - A esterilização cirúrgica como método contraceptivo somente será executada por laqueadura tubária, vasectomia ou por outro método cientificamente aceito, sendo permitida, em casos de exceção, por meio de histerectomia e ooforectomia. IV - O Dispositivo Intrauterino (DIU) pode apresentar efeitos colaterais, tais como alterações no ciclo menstrual e cólicas de maior intensidade. Está correto o que se afirma em:
Minipílula = anticoncepcional oral de progestógeno; DIU pode causar alterações menstruais e cólicas.
Os anticoncepcionais orais combinados contêm etinilestradiol, não estriol. As pílulas de progestógeno são conhecidas como minipílulas. O DIU é um método eficaz, mas pode causar dismenorreia e alterações no padrão de sangramento menstrual. A esterilização cirúrgica por histerectomia/ooforectomia não é método contraceptivo primário.
A escolha do método contraceptivo é uma decisão importante na saúde reprodutiva, envolvendo diversos fatores individuais e clínicos. O conhecimento aprofundado sobre os diferentes métodos é essencial para uma orientação adequada. Os anticoncepcionais orais são amplamente utilizados e se dividem em combinados (estrogênio e progestógeno) e de progestógeno isolado. Os anticoncepcionais orais combinados geralmente contêm etinilestradiol como componente estrogênico, que é um estrogênio sintético potente. O estriol, mencionado na afirmativa I, é um estrogênio natural mais fraco, predominante na gravidez, e não é o estrogênio primário em anticoncepcionais orais combinados. Já os anticoncepcionais orais que contêm apenas progestógeno são corretamente chamados de Pílulas Progestínicas (PP) ou minipílulas (afirmativa II), sendo uma opção para mulheres com contraindicações ao estrogênio. A esterilização cirúrgica, como laqueadura tubária e vasectomia, são métodos contraceptivos permanentes. A histerectomia (remoção do útero) e a ooforectomia (remoção dos ovários) são procedimentos cirúrgicos com indicações terapêuticas específicas (ex: câncer, miomas graves) e não são consideradas métodos contraceptivos primários, embora resultem em infertilidade. A afirmativa III está incorreta ao sugerir que histerectomia e ooforectomia são métodos contraceptivos permitidos em casos de exceção para esterilização, pois são cirurgias maiores com outras finalidades. Por fim, o Dispositivo Intrauterino (DIU), seja de cobre ou hormonal, é um método contraceptivo altamente eficaz. No entanto, é bem conhecido que o DIU pode apresentar efeitos colaterais como alterações no ciclo menstrual (sangramentos mais intensos ou irregulares) e cólicas de maior intensidade (dismenorreia), especialmente nos primeiros meses após a inserção (afirmativa IV).
O principal estrogênio contido nos anticoncepcionais orais combinados é o etinilestradiol, um estrogênio sintético potente. O estriol é um estrogênio natural mais fraco, predominante durante a gravidez, e não é utilizado em anticoncepcionais orais combinados.
Os efeitos colaterais mais comuns do DIU incluem alterações no padrão de sangramento menstrual, como sangramentos mais intensos ou prolongados (especialmente com o DIU de cobre), e cólicas de maior intensidade (dismenorreia), principalmente nos primeiros meses após a inserção.
As pílulas progestínicas, também conhecidas como minipílulas, contêm apenas progestógeno e funcionam principalmente espessando o muco cervical para impedir a passagem dos espermatozoides e, em alguns casos, inibindo a ovulação. São uma opção para mulheres que não podem usar estrogênios.
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