HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Assinale a alternativa incorreta:
Eficácia do ACO independe da dose de estrogênio; Levonorgestrel = Menor risco trombogênico.
A eficácia contraceptiva dos ACOs modernos é mantida mesmo em baixas doses de estrogênio (≤ 35mcg), visando reduzir efeitos adversos sem comprometer a segurança reprodutiva.
Os anticoncepcionais orais combinados (ACO) revolucionaram o planejamento familiar, mas exigem prescrição criteriosa baseada nos Critérios de Elegibilidade da OMS. A evolução das pílulas focou na redução da dose de etinilestradiol para minimizar o risco cardiovascular e na diversificação dos progestagênios para reduzir efeitos androgênicos. É fundamental que o clínico compreenda que a eficácia é ditada principalmente pela supressão do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, alcançada por doses baixas de estrogênio. O risco de trombose é uma preocupação central; por isso, em pacientes com fatores de risco, a escolha de progestagênios de segunda geração (levonorgestrel) ou métodos apenas com progestagênio/não hormonais é preferível. A educação da paciente sobre a adesão rigorosa é o fator mais determinante para o sucesso do método.
Não. A eficácia contraceptiva dos anticoncepcionais orais combinados (ACO) é comparável entre formulações de alta dose (>50mcg de etinilestradiol) e baixa dose (20-35mcg), desde que o uso seja correto e consistente. A redução da dose de estrogênio nas últimas décadas visou diminuir os efeitos colaterais estrogênio-dependentes, como náuseas, mastalgia e, crucialmente, o risco de eventos tromboembólicos, sem sacrificar a inibição da ovulação. Portanto, a afirmação de que doses maiores aumentam a eficácia é incorreta.
O levonorgestrel é um progestagênio de segunda geração que, quando combinado ao etinilestradiol, apresenta o menor risco relativo de tromboembolismo venoso (TEV) entre os ACOs combinados. Progestagênios de terceira geração (como gestodeno e desogestrel) e de quarta geração (como drospirenona) estão associados a um risco de TEV aproximadamente duas vezes maior que o levonorgestrel. Isso ocorre devido ao impacto diferencial desses progestagênios na síntese hepática de fatores de coagulação e proteínas anticoagulantes naturais.
Os progestagênios são classificados em quatro gerações: 1ª Geração (noretisterona), 2ª Geração (levonorgestrel, norgestrel), 3ª Geração (desogestrel, gestodeno, norgestimato) e 4ª Geração (drospirenona, nomegestrol, dienogeste). Cada geração possui afinidades diferentes pelos receptores de progesterona, androgênio e mineralocorticoide. Enquanto as gerações mais antigas tendem a ser mais androgênicas, as mais novas (como a drospirenona) possuem propriedades antiandrogênicas e antimineralocorticoides, sendo úteis no tratamento de acne e síndrome pré-menstrual.
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