Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2023
Considere as assertivas:I. Anticoncepcionais combinados orais aumentam o risco de câncer de ovário.II. Tabagistas com mais de 35 anos podem utilizar anticoncepcionais combinados orais.III. Pacientes tabagistas podem utilizar anticoncepção com desogestrel após 35 anos de idade. Está correto o que se afirma em:
ACOs ↓ risco câncer de ovário. Tabagismo > 35 anos + ACOs = contraindicação absoluta. Progestagênio isolado (desogestrel) é seguro para tabagistas > 35 anos.
Anticoncepcionais combinados orais (ACOs) na verdade diminuem o risco de câncer de ovário. O tabagismo em mulheres com mais de 35 anos é uma contraindicação absoluta para ACOs devido ao risco aumentado de eventos cardiovasculares. No entanto, anticoncepcionais contendo apenas progestagênio, como o desogestrel, são seguros para tabagistas acima de 35 anos, pois não aumentam o risco trombótico.
A escolha do método contraceptivo deve considerar o perfil de saúde da paciente, incluindo hábitos como o tabagismo e a idade. Os anticoncepcionais orais combinados (ACOs), que contêm estrogênio e progestagênio, são amplamente utilizados, mas possuem contraindicações importantes. É um equívoco comum pensar que os ACOs aumentam o risco de câncer de ovário; na verdade, eles conferem um efeito protetor contra esse tipo de câncer, bem como contra o câncer de endométrio. No entanto, o tabagismo é um fator de risco significativo para eventos cardiovasculares, e a combinação de tabagismo com o estrogênio dos ACOs em mulheres com mais de 35 anos aumenta drasticamente o risco de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e tromboembolismo. Por essa razão, o tabagismo em mulheres acima de 35 anos é uma contraindicação absoluta para o uso de ACOs. Para mulheres tabagistas com mais de 35 anos que necessitam de contracepção hormonal, as opções que contêm apenas progestagênio, como as pílulas de desogestrel, implantes subdérmicos ou DIU hormonal, são consideradas seguras. Esses métodos não aumentam o risco trombótico e cardiovascular associado ao estrogênio, sendo alternativas viáveis e eficazes. Residentes devem dominar as diretrizes de elegibilidade para métodos contraceptivos para garantir a segurança e a eficácia da escolha para cada paciente.
Além da contracepção, os ACOs podem reduzir o risco de câncer de ovário e endométrio, melhorar a dismenorreia, diminuir o fluxo menstrual, tratar acne e hirsutismo, e regular ciclos menstruais irregulares.
O tabagismo, especialmente após os 35 anos, aumenta significativamente o risco de eventos cardiovasculares (infarto, AVC) quando associado ao estrogênio dos ACOs, devido ao efeito protrombótico e aterogênico potencializado.
Métodos que contêm apenas progestagênio, como pílulas de desogestrel, implantes subdérmicos, injeções trimestrais e DIU hormonal, são considerados seguros, pois não aumentam o risco trombótico associado ao estrogênio.
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