UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
A anticoncepção moderna ofereceu à humanidade um avanço inestimável na qualidade de vida, principalmente às mulheres que, atualmente, conseguem planejar quando querem engravidar. O advento do anticoncepcional hormonal combinado (AHC), que marca o início dessa nova fase da anticoncepção, é resultado da associação entre um componente estrogênico e outro progestogênico. Em relação à anticoncepção moderna , analise as afirmativas a seguir. I. O anel vaginal disponível no Brasil libera 120 μg/dia de etonogestrel e 15 μg/dia de etinilestradiol (EE), enquanto o anticoncepcional em adesivo libera 20 μg/dia de EE e 150 μg/dia de norelgestromina.II. Os AHC agem, primariamente, inibindo a secreção de gonadotrofinas, sendo o estrogênio o principal responsável pelos efeitos contraceptivos observados, pois inibe o pico pré-ovulatório do hormônio luteinizante (LH).III. Os efeitos adversos mais frequentemente relacionados ao estrogênio são fadiga, aumento de apetite, sangramento uterino irregular, náuseas e vômitos, mastalgia, cefaleia e aumento de peso.IV. Os contraceptivos orais combinados (COC) apresentam grande variabi lidade de formulações, sendo o EE o componente estrogênico mais comum, utilizado em doses que variam entre 15 μg e 40 μg.Das afirmativas, estão corretas
Anel vaginal e adesivo: doses hormonais específicas. Estrogênio causa náuseas/cefaleia. Progestagênio é o principal inibidor do LH.
Os anticoncepcionais modernos, como o anel vaginal e o adesivo transdérmico, possuem doses hormonais específicas de etonogestrel/etinilestradiol e norelgestromina/etinilestradiol, respectivamente. Embora o estrogênio contribua para a supressão do FSH e estabilização endometrial, o progestagênio é o principal responsável pela inibição do pico de LH e pelo efeito contraceptivo primário. Efeitos adversos como náuseas, vômitos, mastalgia e cefaleia são frequentemente relacionados ao componente estrogênico.
A anticoncepção hormonal combinada (AHC) revolucionou o planejamento familiar, oferecendo às mulheres controle sobre sua fertilidade. Esses métodos, que incluem pílulas, anéis vaginais e adesivos transdérmicos, combinam um estrogênio (geralmente etinilestradiol) e um progestagênio. A compreensão de seus mecanismos de ação, perfis hormonais e efeitos adversos é fundamental para a prescrição segura e eficaz. O mecanismo de ação primário dos AHCs é a inibição da ovulação através da supressão das gonadotrofinas (FSH e LH). Embora o estrogênio seja importante para a supressão do FSH e para a estabilização do endométrio, o progestagênio é o principal responsável por inibir o pico pré-ovulatório de LH, que é essencial para a ovulação. Além disso, o progestagênio causa o espessamento do muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides, e alterações no endométrio, tornando-o desfavorável à implantação. Os efeitos adversos dos AHCs são variados e podem ser atribuídos a um ou ambos os componentes hormonais. Sintomas como náuseas, vômitos, mastalgia e cefaleia são frequentemente associados ao estrogênio, enquanto alterações de humor, acne e ganho de peso podem estar mais relacionados ao progestagênio. Para residentes, é crucial conhecer as doses e tipos de hormônios em diferentes formulações (como o anel vaginal e o adesivo) e saber manejar os efeitos adversos, além de orientar as pacientes sobre a importância da adesão para a máxima eficácia contraceptiva.
Os AHCs agem primariamente inibindo a secreção de gonadotrofinas (FSH e LH), impedindo o desenvolvimento folicular e a ovulação. O progestagênio é o principal responsável pela inibição do pico de LH, enquanto o estrogênio suprime o FSH e estabiliza o endométrio.
Os efeitos adversos mais frequentemente relacionados ao estrogênio incluem náuseas, vômitos, mastalgia (sensibilidade mamária), cefaleia e, em alguns casos, retenção hídrica. A dose de estrogênio pode influenciar a intensidade desses sintomas.
O anel vaginal libera etonogestrel e etinilestradiol de forma contínua e sistêmica. O adesivo transdérmico libera norelgestromina e etinilestradiol, também de forma contínua e sistêmica, através da pele. Ambos oferecem conveniência e evitam a passagem hepática de primeira ordem.
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