CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
Paciente hipertensa com síndrome antifosfolipide, foi ao ginecologista para iniciar método anticoncepcional. Refere enxaqueca com aura. Qual método anticoncepcional deve ser indicado?
SAF + Enxaqueca com Aura = contraindicação absoluta a estrogênios. DIU (cobre ou hormonal) ou progestágenos puros são seguros.
Pacientes com Síndrome Antifosfolípide (SAF) e enxaqueca com aura possuem um risco trombótico muito elevado, sendo contraindicado o uso de qualquer método contraceptivo que contenha estrogênio (combinados orais, anel vaginal, injetáveis mensais). Nesses casos, métodos como o Dispositivo Intrauterino (DIU), seja de cobre ou hormonal, ou métodos apenas com progestágenos, são as opções seguras.
A escolha do método contraceptivo em pacientes com condições médicas complexas, como a Síndrome Antifosfolípide (SAF) e enxaqueca com aura, exige conhecimento aprofundado das contraindicações e riscos. A SAF é uma doença autoimune caracterizada por tromboses arteriais ou venosas e/ou morbidade gestacional, associada à presença de anticorpos antifosfolípides. A enxaqueca com aura, por sua vez, é um fator de risco independente para acidente vascular cerebral isquêmico. A combinação dessas duas condições eleva drasticamente o risco trombótico da paciente. Contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio), como pílulas combinadas orais, anel vaginal e injetáveis mensais, são absolutamente contraindicados nessas pacientes (Categoria 4 dos Critérios de Elegibilidade Médica da OMS) devido ao aumento do risco de eventos tromboembólicos graves, como AVC, infarto do miocárdio e trombose venosa profunda. O estrogênio é o componente responsável por esse aumento de risco. Portanto, o método anticoncepcional indicado deve ser isento de estrogênio. As opções seguras incluem métodos de progestágeno puro (minipílulas, injetáveis trimestrais, implantes subdérmicos) ou métodos não hormonais, como o Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre ou o DIU hormonal (liberador de levonorgestrel). O DIU é uma excelente opção por sua alta eficácia, longa duração e ausência de estrogênio, sendo a alternativa correta neste cenário.
Contraceptivos combinados, que contêm estrogênio, aumentam o risco de trombose. Em pacientes com Síndrome Antifosfolípide (que já têm um estado protrombótico) e enxaqueca com aura (fator de risco para AVC isquêmico), o risco de eventos trombóticos graves é inaceitavelmente alto, tornando-os contraindicados.
As opções seguras incluem métodos que não contêm estrogênio, como o Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre, o DIU hormonal (liberador de levonorgestrel), implantes de progestagênio, injetáveis trimestrais de progestagênio e minipílulas (apenas progestagênio).
Os CEM da OMS (Organização Mundial da Saúde) são diretrizes que classificam as condições médicas em relação ao uso de métodos contraceptivos, indicando se são seguros (categoria 1 ou 2), se os riscos superam os benefícios (categoria 3) ou se são contraindicados (categoria 4). Síndrome Antifosfolípide e enxaqueca com aura são geralmente categoria 4 para contraceptivos combinados.
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