SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
A relação tromboembolismo e uso de anticoncepcional hormonal é bem documentada na literatura, o que faz com que sejam tomados cuidados ao prescrever esses metódos para mulheres com história de tromboembolismo. Dos métodos anticoncepcionais hormonais, quais podem ser utilizados por mulheres com passado de trombose venosa profunda, segundo os critérios de elegibilidade dos anticoncepcionais da OMS?
Mulheres com história de TVP → contraindicação a estrogênios. DIU de levonorgestrel é seguro (progestagênio isolado).
A presença de estrogênio nos anticoncepcionais hormonais aumenta o risco de tromboembolismo venoso. Pacientes com história de TVP devem evitar métodos combinados (estrogênio + progestagênio) e optar por métodos apenas com progestagênio ou não hormonais, como o DIU de levonorgestrel, conforme os critérios da OMS.
A relação entre o uso de anticoncepcionais hormonais combinados e o risco de tromboembolismo venoso (TEV) é bem estabelecida na literatura médica. O estrogênio presente nesses métodos aumenta a síntese de fatores de coagulação e diminui a de anticoagulantes naturais, elevando o risco trombótico. Esta é uma consideração crítica na prática clínica, especialmente para residentes que prescrevem anticoncepcionais regularmente. A compreensão dos critérios de elegibilidade da Organização Mundial da Saúde (OMS) é fundamental para garantir a segurança da paciente. Para mulheres com histórico de trombose venosa profunda (TVP), os métodos contraceptivos que contêm estrogênio são classificados como Categoria 4 pela OMS, ou seja, representam um risco inaceitável à saúde. Nesses casos, a escolha deve recair sobre métodos que não contenham estrogênio. O dispositivo intrauterino (DIU) de levonorgestrel é uma excelente opção, pois libera apenas progestagênio localmente, minimizando os efeitos sistêmicos e não aumentando o risco de TEV. Outras opções seguras incluem métodos apenas com progestagênio (pílulas, injetáveis ou implantes) e métodos não hormonais. É essencial que o médico residente saiba identificar pacientes com fatores de risco para TEV e aplicar corretamente os critérios da OMS para oferecer uma anticoncepção eficaz e segura. A anamnese detalhada sobre o histórico de trombose, trombofilias ou outros fatores de risco é crucial para evitar complicações graves. A escolha do método deve ser individualizada, sempre priorizando a segurança da paciente.
Anticoncepcionais que contêm estrogênio, como pílulas combinadas, anel vaginal e adesivo transdérmico, são contraindicados para mulheres com histórico de trombose venosa profunda devido ao aumento significativo do risco de novos eventos tromboembólicos.
O DIU de levonorgestrel é seguro porque libera apenas progestagênio localmente, sem efeito sistêmico significativo no sistema de coagulação. Os progestagênios isolados não aumentam o risco de tromboembolismo venoso, tornando-o uma opção de categoria 1 ou 2 pela OMS para essas pacientes.
Os critérios de elegibilidade da OMS classificam os métodos contraceptivos em quatro categorias de acordo com a condição de saúde da mulher. Categoria 1 significa que o método pode ser usado sem restrições, enquanto a Categoria 4 indica uma contraindicação absoluta.
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