IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025
Mulher, 36 anos de idade, comparece a consulta médica em uma Unidade Básica de Saúde. No início da consulta, ela solicita a sua médica uma ultrassonografia transvaginal para investigar câncer de colo uterino e afirma que não sairá da consulta sem o pedido deste exame. Ao verificar rapidamente a lista de problemas desta paciente, a médica observa que ela não possui comorbidades clínicas. Faz uso de medroxiprogesterona 150mg/mL intramuscular a cada 3 meses há 2 anos (última aplicação há 108 dias). Sua última colpocitologia oncótica foi em 2023. Em relação à contracepção desta paciente, qual é a conduta correta, considerando que ela se mantém sexualmente ativa?
Atraso > 14 dias na Medroxiprogesterona IM → Excluir gestação antes da nova dose.
O acetato de medroxiprogesterona de depósito permite um atraso de até 2 semanas (14 dias) além dos 3 meses previstos. Após esse período, a segurança contraceptiva é comprometida.
O acetato de medroxiprogesterona de depósito é um progestagênio de longa duração que inibe a ovulação e altera o muco cervical. Sua administração é trimestral (a cada 12-13 semanas). O conhecimento dos critérios de elegibilidade e protocolos de atraso é fundamental na Atenção Primária para evitar gestações não planejadas e garantir a adesão ao método. Clinicamente, o atraso além da janela de 14 dias exige cautela. A conduta de excluir gestação protege tanto a paciente quanto o profissional, assegurando que o hormônio não seja administrado em uma gravidez já estabelecida. O uso de métodos de barreira complementares é essencial na primeira semana após o reinício tardio.
De acordo com a OMS e o Ministério da Saúde, a aplicação da medroxiprogesterona de depósito (150mg IM) pode ser realizada com segurança até 2 semanas (14 dias) após a data prevista (90 dias da última dose). Se a paciente retornar dentro deste intervalo de 104 dias totais, a aplicação pode ser feita sem necessidade de testes adicionais ou métodos de barreira. No caso clínico, a paciente estava com 108 dias, ultrapassando o limite de segurança.
Se o atraso for superior a 14 dias da data programada, deve-se primeiro excluir a gravidez através de exame físico, teste de gravidez urinário ou Beta-hCG. Além disso, a paciente deve ser orientada a utilizar métodos de barreira (preservativos) ou abstinência sexual pelos próximos 7 dias após a aplicação tardia para garantir a eficácia contraceptiva do novo ciclo.
Não. Os métodos injetáveis de depósito não possuem indicação ou eficácia comprovada como contracepção de emergência. Em casos de relação sexual desprotegida durante o período de atraso vacinal, deve-se considerar o uso de levonorgestrel ou acetato de ulipristal como medida de emergência antes de reiniciar o método de depósito.
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