Benefícios Não Contraceptivos dos Anticoncepcionais Hormonais

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026

Enunciado

São considerados benefícios não contraceptivos da anticoncepção hormonal combinada, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Melhora das queixas e diminuição do risco de afecções benignas como: dismenorreia, tensão pré-menstrual, cefaleia menstrual, miomatose uterina, endometriose, cistos ovarianos funcionais.
  2. B) Redução nos riscos do desenvolvimento de vaginose bacteriana, vulvovaginites por fungos e tricomoníase por conta das modificações de pH vaginal.
  3. C) Redução no risco de câncer de endométrio, câncer de ovário e câncer colorretal.
  4. D) Menor risco de doenças benignas da mama, como cistos mamários.

Pérola Clínica

ACO Combinado → ↓ Risco de Câncer de Ovário e Endométrio; NÃO reduz risco de vulvovaginites.

Resumo-Chave

Os anticoncepcionais combinados oferecem proteção significativa contra cânceres ginecológicos e melhoram sintomas menstruais, mas podem aumentar a predisposição a certas infecções vaginais devido a alterações no pH e glicogênio.

Contexto Educacional

A anticoncepção hormonal combinada (estrogênio + progestagênio) é amplamente utilizada não apenas para evitar gravidez, mas como tratamento de primeira linha para dismenorreia, sangramento uterino anormal e síndrome dos ovários policísticos. A redução do risco de câncer de endométrio chega a 50% após alguns anos de uso, devido ao efeito antagonista do progestagênio sobre a proliferação endometrial induzida pelo estrogênio.

Perguntas Frequentes

Como o ACO reduz o risco de câncer de ovário?

O mecanismo principal é a supressão da ovulação. Ao evitar o trauma epitelial repetido causado pela ruptura folicular e reduzir os níveis de gonadotrofinas, o ACO diminui a probabilidade de transformações malignas. Esse efeito protetor aumenta com o tempo de uso e persiste por décadas após a interrupção.

O anticoncepcional protege contra o câncer colorretal?

Sim, evidências epidemiológicas consistentes demonstram que usuárias de anticoncepcionais hormonais combinados apresentam uma redução de cerca de 15% a 20% no risco de desenvolver câncer colorretal, embora o mecanismo exato ainda seja objeto de estudo (possivelmente via receptores de estrogênio no cólon).

Por que o ACO não reduz o risco de vulvovaginites?

O uso de hormônios exógenos altera o ambiente vaginal. O estrogênio aumenta o conteúdo de glicogênio nas células epiteliais, o que, embora favoreça os lactobacilos, também pode facilitar o crescimento de fungos como a Candida. Além disso, o ACO não confere proteção contra patógenos sexualmente transmissíveis como Trichomonas.

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