UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
Segundo o Ministério da Saúde, “A violência sexual, cuja compreensão remonta a uma trama de raízes profundas, produz consequências traumáticas e indeléveis para quem a sofre. Por atravessar períodos históricos, nações e fronteiras territoriais, e permear as mais diversas culturas, independente de classe social, raça-etnia ou religião, guarda proporções pandêmicas e características universais”. Fonte:bvsms.saude.gov.br/bvs/publicações/prevenção_agravo_violencia_sexual_mulheres_3ed.pdfDurante o atendimento médico de urgência a pacientes vítimas de violência sexual, a conduta correta a ser tomada é
Vítima de violência sexual → AE sempre indicada, exceto se método eficaz prévio e consciente.
A anticoncepção de emergência é uma medida prioritária no atendimento à vítima de violência sexual, devendo ser oferecida a todas as mulheres e adolescentes em idade fértil, independentemente da fase do ciclo menstrual, a menos que já utilizem um método contraceptivo de alta eficácia e estejam cognitivamente orientadas.
O atendimento à vítima de violência sexual é uma urgência médica que exige uma abordagem multidisciplinar, humanizada e baseada em protocolos claros. O objetivo principal é minimizar os danos físicos e psicológicos, prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e gravidez, além de coletar evidências forenses. As condutas incluem a profilaxia para ISTs (HIV, sífilis, gonorreia, clamídia), imunoprofilaxia para hepatite B e tétano, e a anticoncepção de emergência (AE). A AE deve ser oferecida a todas as mulheres e adolescentes em idade fértil, exceto se houver uso prévio de método contraceptivo de alta eficácia e a paciente estiver consciente e orientada. A profilaxia antirretroviral (PEP) para HIV deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente em até 72 horas. É fundamental que o profissional de saúde ofereça acolhimento, informações claras e suporte psicológico. A coleta de material para exames laboratoriais e forenses deve ser realizada com o consentimento da vítima, respeitando sua autonomia e dignidade. O acompanhamento posterior é essencial para garantir a adesão aos tratamentos e o suporte psicossocial.
A anticoncepção de emergência é crucial para prevenir uma gravidez indesejada, um dos traumas adicionais que a vítima pode sofrer.
A PEP para HIV deve ser iniciada idealmente nas primeiras 2 horas após a exposição, e no máximo em até 72 horas, mantida por 28 dias.
A imunoprofilaxia contra hepatite B envolve a administração de imunoglobulina humana anti-hepatite B e vacina, idealmente nas primeiras 12 horas, e no máximo em 7 dias após a exposição.
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