HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022
Uma jovem de 19 anos, que não fazia uso de contraceptivos, acabou de ser vítima de violência sexual, na qual ocorreu penetração com ejaculação. Frente a essa situação, é correto, no primeiro atendimento,
Vítima de violência sexual com ejaculação → Anticoncepção de emergência (levonorgestrel) + Profilaxia de ISTs e HIV + Vacinação + Aconselhamento.
No primeiro atendimento à vítima de violência sexual com ejaculação, a prioridade é a anticoncepção de emergência (levonorgestrel) para prevenir gravidez indesejada, além da profilaxia de ISTs (HIV, sífilis, gonorreia, clamídia) e vacinação (Hepatite B, HPV). O teste de gravidez é importante, mas a anticoncepção deve ser administrada o mais rápido possível.
O atendimento à vítima de violência sexual é uma situação complexa que exige uma abordagem multidisciplinar, humanizada e ágil. O objetivo principal é minimizar os danos físicos e psicológicos, prevenir gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), e oferecer suporte integral. A atuação do profissional de saúde deve seguir protocolos específicos que garantam a privacidade, o respeito e a autonomia da vítima, além de coletar evidências forenses quando indicado e consentido. No primeiro atendimento, após garantir a segurança e o acolhimento da vítima, as prioridades médicas incluem a anticoncepção de emergência, a profilaxia de ISTs e HIV, e a vacinação. A anticoncepção de emergência, preferencialmente com levonorgestrel (dose única de 1,5 mg ou 0,75 mg em duas doses com intervalo de 12h), deve ser administrada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 72 horas após o ato. A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV também deve ser iniciada em até 72 horas, com um esquema antirretroviral por 28 dias. A profilaxia para outras ISTs (sífilis, gonorreia, clamídia) é realizada com antibióticos específicos, como ceftriaxona, azitromicina e metronidazol. Além das medidas profiláticas, é fundamental realizar um exame físico detalhado, com coleta de amostras para exames laboratoriais (sorologias para HIV, sífilis, hepatites B e C, teste de gravidez, cultura para gonorreia e clamídia). A vacinação contra Hepatite B e HPV (se indicado) também deve ser oferecida. O suporte psicossocial e o encaminhamento para acompanhamento psicológico são componentes essenciais do cuidado, visando a recuperação da saúde mental da vítima. A documentação completa e precisa de todo o atendimento é crucial para fins legais e de acompanhamento.
A anticoncepção de emergência é crucial para prevenir uma gravidez indesejada resultante da violência sexual. Deve ser administrada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 72 horas, para maximizar sua eficácia, sendo o levonorgestrel a opção mais comum.
Deve-se oferecer profilaxia para HIV (PEP), sífilis, gonorreia e clamídia. A PEP deve ser iniciada em até 72 horas. A profilaxia para sífilis e gonorreia/clamídia é feita com antibióticos específicos, como ceftriaxona, azitromicina e metronidazol, dependendo do protocolo local.
O teste de gravidez deve ser realizado no primeiro atendimento para identificar uma gravidez preexistente. Se negativo, deve ser repetido após 3-4 semanas para confirmar a ausência de gravidez resultante do ato. A anticoncepção de emergência deve ser administrada independentemente do resultado inicial, se dentro do período de janela.
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