IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
A violência sexual é qualquer ato sexual ou tentativa de obtenção de ato sexual por violência ou por coerção, independentemente da relação com a vítima. Sobre a violência sexual contra a mulher, criança ou adolescente é correto afirmar que
Eficácia da AE ↓ em usuárias de indutores enzimáticos CYP3A4 (ex: rifampicina, carbamazepina, erva-de-são-joão).
A anticoncepção de emergência (AE) com levonorgestrel tem sua eficácia comprometida por fármacos que aceleram o metabolismo hepático, como os indutores da CYP3A4, exigindo atenção especial na prescrição e aconselhamento.
A violência sexual é uma emergência médica que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada, focada na saúde física e mental da vítima. A profilaxia pós-exposição é fundamental para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e gravidez indesejada. A anticoncepção de emergência (AE) é um componente crítico desse manejo, sendo o levonorgestrel (LNG) a opção mais comum. É crucial que o profissional de saúde esteja ciente das interações medicamentosas que podem comprometer a eficácia da AE. Fármacos indutores de enzimas do citocromo P450, especialmente a CYP3A4, como alguns anticonvulsivantes (carbamazepina, fenitoína), rifampicina e a erva-de-são-joão, aceleram o metabolismo do LNG, reduzindo sua biodisponibilidade e, consequentemente, sua eficácia. Nesses casos, a dose de LNG pode precisar ser ajustada ou outras alternativas, como o DIU de cobre, devem ser consideradas. O manejo da violência sexual também inclui profilaxia para ISTs (gonorreia, clamídia, sífilis, HIV), vacinação e suporte psicossocial, sempre respeitando a autonomia da vítima e os prazos para cada intervenção.
Fármacos indutores de enzimas CYP3A4, como rifampicina, carbamazepina, fenitoína e a erva-de-são-joão, aceleram o metabolismo do levonorgestrel, diminuindo sua concentração e eficácia.
Nesses casos, a dose de levonorgestrel pode precisar ser dobrada ou outras opções de AE, como o DIU de cobre, devem ser consideradas, sempre avaliando o risco-benefício individual.
A profilaxia inclui ceftriaxona para gonorreia, azitromicina para clamídia e sífilis, e metronidazol para tricomoníase, além da vacinação contra hepatite B e HPV, se indicado.
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