HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2019
Mulher de 22 anos, foi vítima de estupro com ejaculação intravaginal há 4h. Diz que menstruou há 10 dias e nega uso de qualquer método contraceptivo. De acordo com o protocolo de violência sexual contra a mulher, a droga com menos efeitos colaterais gastrintestinais e mais utilizada para anticoncepção de emergência nas primeiras 72h após o ocorrido é o:
AE pós-violência sexual: Levonorgestrel é a droga de escolha nas primeiras 72h, com menos efeitos GI.
No protocolo de atendimento à violência sexual, a anticoncepção de emergência é uma medida crucial. O levonorgestrel é preferido devido à sua eficácia e ao menor perfil de efeitos colaterais gastrintestinais em comparação com outros métodos, como o método Yuzpe, que utiliza etinilestradiol e levonorgestrel combinados.
O atendimento à mulher vítima de violência sexual é uma urgência médica que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada. Um dos pilares desse atendimento é a oferta da anticoncepção de emergência (AE), visando prevenir uma gravidez indesejada decorrente do ato. A eficácia da AE é tempo-dependente, sendo maior quanto mais precocemente for administrada após a relação sexual desprotegida, idealmente nas primeiras 72 horas, embora possa ser utilizada em até 120 horas. O levonorgestrel, um progestágeno sintético, é a droga de escolha para a anticoncepção de emergência devido à sua alta eficácia e, crucialmente, ao seu perfil de efeitos colaterais. Comparado ao método Yuzpe (que combina etinilestradiol e levonorgestrel), o levonorgestrel em dose única ou duas doses tem uma incidência significativamente menor de náuseas e vômitos, o que é vital para a adesão da paciente em um momento de grande vulnerabilidade. Seu mecanismo de ação principal é a inibição ou atraso da ovulação, além de alterações no endométrio que dificultam a implantação. Além da anticoncepção, o protocolo de atendimento à violência sexual inclui profilaxia para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP), vacinação e suporte psicossocial. Para residentes, é fundamental dominar não apenas a escolha da medicação, mas todo o manejo clínico e ético desses casos, garantindo um atendimento integral e respeitoso à vítima.
A anticoncepção de emergência é mais eficaz quanto antes for administrada. Embora possa ser utilizada em até 120 horas (5 dias) após a relação desprotegida, sua eficácia é maior nas primeiras 72 horas, sendo ideal a administração nas primeiras 24 horas.
Além da anticoncepção de emergência, devem ser oferecidas profilaxia para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), incluindo HIV, sífilis, clamídia e gonorreia, e vacinação contra hepatite B e HPV, se indicado e não imunizada previamente.
O levonorgestrel é preferido devido à sua alta eficácia e, principalmente, ao seu perfil de segurança com menos efeitos colaterais gastrintestinais, como náuseas e vômitos, em comparação com o método Yuzpe (etinilestradiol e levonorgestrel combinados), o que melhora a adesão ao tratamento.
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