FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2015
A anticoncepção de emergência deve ser usada em todas as situações em que a mulher manteve relações sexuais sem a proteção contraceptiva e não há desejo de gravidez, nas primeiras 72 horas após o coito, inclusive para as mulheres vítimas de violência sexual. Sobre o método anticoncepcional a ser usado, assinale a alternativa correta:
Anticoncepção de emergência → Levonorgestrel oral: maior eficácia e menos efeitos colaterais.
O levonorgestrel oral é o método de escolha para anticoncepção de emergência devido à sua alta eficácia na prevenção da gravidez quando usado até 72 horas após o coito desprotegido e por apresentar um perfil de efeitos colaterais mais favorável em comparação com outros métodos como o de Yuspe.
A anticoncepção de emergência (AE) é um recurso fundamental para prevenir a gravidez indesejada após uma relação sexual desprotegida, falha de método contraceptivo ou em casos de violência sexual. É crucial que a mulher tenha acesso rápido e informações precisas sobre os métodos disponíveis, pois a eficácia é tempo-dependente. Atualmente, o método de escolha para a anticoncepção de emergência é o levonorgestrel oral. Ele atua principalmente inibindo ou atrasando a ovulação, e sua eficácia é maior quanto antes for utilizado, idealmente nas primeiras 72 horas após o coito desprotegido, embora possa ter algum efeito até 120 horas. Em comparação com o método de Yuspe (que combina estrogênio e progestagênio), o levonorgestrel isolado apresenta maior eficácia e um perfil de efeitos colaterais significativamente mais favorável, com menor incidência de náuseas e vômitos. Outras opções incluem o acetato de ulipristal, que pode ser usado até 120 horas com alta eficácia, e a inserção de DIU de cobre, que é o método mais eficaz se inserido até 5 dias após o coito desprotegido e oferece contracepção de longo prazo. A escolha do método deve considerar a janela de tempo, o peso da paciente e a disponibilidade, sempre visando a máxima eficácia e segurança.
O método mais eficaz para anticoncepção de emergência é o levonorgestrel oral, especialmente quando administrado nas primeiras 72 horas após a relação sexual desprotegida, com eficácia que diminui com o tempo.
O levonorgestrel é preferido porque possui maior eficácia na prevenção da gravidez e causa menos efeitos colaterais, como náuseas e vômitos, em comparação com o método de Yuspe, que utiliza uma combinação de estrogênio e progestagênio.
Os principais efeitos colaterais do levonorgestrel incluem náuseas, vômitos, fadiga, cefaleia, tontura e sensibilidade mamária. Geralmente são leves e transitórios.
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