HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020
Apesar de existirem diferentes métodos anticoncepcionais, a incidência de gravidez indesejada ainda é muito elevada em todo o mundo. Neste contexto a anticoncepção de emergência é um método eficaz, utilizado por um período de tempo após a relação sexual, utilizando –se de compostos hormonais. Diante disso, marque a opção com a maneira correta de se prescrever a anticoncepção de emergência para uma paciente com essa demanda:
Anticoncepção emergência: Levonorgestrel 1,5mg dose única, até 5 dias (120h) pós-coito.
O Levonorgestrel 1,5mg em dose única é o método de escolha para anticoncepção de emergência, sendo eficaz se usado em até 120 horas (5 dias) após a relação sexual desprotegida, com maior eficácia nas primeiras 72 horas.
A anticoncepção de emergência (AE) é um método crucial para prevenir gravidez indesejada após uma relação sexual desprotegida ou falha de método contraceptivo. O Levonorgestrel é o progestagênio mais utilizado para este fim, atuando principalmente inibindo ou atrasando a ovulação. Sua eficácia é maior quanto antes for administrado após o coito. A dose recomendada de Levonorgestrel é de 1,5 mg em dose única, e pode ser utilizada com eficácia decrescente por até 120 horas (5 dias) após a relação sexual desprotegida. Embora o método YUSPE (etinilestradiol + levonorgestrel) também seja uma opção, o Levonorgestrel isolado é preferível devido à menor incidência de efeitos colaterais, como náuseas e vômitos. É fundamental orientar as pacientes sobre o uso correto da AE, enfatizando que não é um método contraceptivo regular e não protege contra ISTs. A disponibilidade e o acesso à AE são importantes para a saúde reprodutiva, e os profissionais devem estar aptos a prescrevê-la e aconselhar adequadamente.
O Levonorgestrel pode ser utilizado com eficácia decrescente por até 120 horas (5 dias) após a relação sexual desprotegida, sendo mais eficaz nas primeiras 72 horas.
O Levonorgestrel atua principalmente inibindo ou atrasando a ovulação. Ele não é abortivo e não interrompe uma gravidez já estabelecida, agindo antes da implantação.
Os efeitos colaterais mais comuns incluem náuseas, vômitos, dor de cabeça, tontura, fadiga e sensibilidade mamária. Alterações no padrão menstrual também podem ocorrer.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo