Anticoncepção de Emergência: Prazos e Indicações Corretas

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022

Enunciado

Mulher de 22 anos procura Unidade Básica de Saúde solicitando medicação para anticoncepção de emergência. Relata coito não protegido há 50 horas. Refere ciclos menstruais irregulares e nega outra relação sexual desde a última menstruação. Quanto à anticoncepção, a orientação correta é:

Alternativas

  1. A) A anticoncepção de emergência não está indicada pelo tempo transcorrido.
  2. B) A anticoncepção de emergência não está indicada porque os ciclos menstruais irregulares são anovulatórios.
  3. C) Aguardar a próxima menstruação para iniciar método anticoncepcional de escolha da paciente.
  4. D) Prescrever anticoncepção de emergência para diminuir a possibilidade de gravidez.

Pérola Clínica

Anticoncepção de emergência é eficaz até 72h (levonorgestrel) ou 120h (ulipristal) após coito desprotegido.

Resumo-Chave

A anticoncepção de emergência (AE) deve ser oferecida o mais rápido possível após um coito desprotegido. Embora a eficácia diminua com o tempo, o levonorgestrel pode ser usado até 72 horas e o acetato de ulipristal até 120 horas, sendo a paciente do caso ainda elegível.

Contexto Educacional

A anticoncepção de emergência (AE) é um método crucial para prevenir a gravidez após um coito desprotegido ou falha de outro método contraceptivo. É fundamental que profissionais de saúde estejam aptos a orientar e prescrever corretamente, considerando os prazos de eficácia e as opções disponíveis. O tempo é um fator determinante para o sucesso da AE, sendo a eficácia maior quanto antes for administrada. As opções mais comuns de AE incluem as pílulas de levonorgestrel, que podem ser utilizadas em dose única de 1,5 mg ou duas doses de 0,75 mg com intervalo de 12 horas, com eficácia comprovada até 72 horas após a relação. O acetato de ulipristal é outra opção, com dose única de 30 mg, que mantém boa eficácia por até 120 horas (5 dias). O DIU de cobre também pode ser inserido como AE em até 5 dias, sendo o método mais eficaz. É importante desmistificar a AE, explicando que ela não é um método abortivo, mas sim um método que impede ou atrasa a ovulação. A orientação deve incluir a importância de iniciar um método contraceptivo regular após o uso da AE e a não recomendação do uso frequente da AE como método contraceptivo primário, devido à sua menor eficácia e maior dose hormonal em comparação com métodos regulares.

Perguntas Frequentes

Qual o prazo máximo para utilizar a anticoncepção de emergência?

O levonorgestrel pode ser utilizado com eficácia até 72 horas (3 dias) após o coito desprotegido, enquanto o acetato de ulipristal pode ser eficaz até 120 horas (5 dias).

A anticoncepção de emergência é eficaz em qualquer fase do ciclo menstrual?

Sim, a anticoncepção de emergência age principalmente inibindo ou atrasando a ovulação. Sua eficácia é maior quanto antes for utilizada, independentemente da fase do ciclo, mas não é eficaz se a ovulação já ocorreu e a fecundação já se estabeleceu.

Quais são os principais métodos de anticoncepção de emergência disponíveis?

Os principais métodos são as pílulas de levonorgestrel (dose única ou duas doses) e o acetato de ulipristal. A inserção de DIU de cobre também é uma opção altamente eficaz se realizada em até 5 dias.

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