PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Jovem de 17 anos, cuja coitarca foi há quatro anos, procura o atendimento ginecológico para orientação de anticoncepção. Desde o início de suas relações sexuais, ela sempre manteve coito com preservativo, e pretende manter essa prática. Porém, agora tem um namorado “mais firme”, e suas relações sexuais são mais frequentes. Assim, está preocupada com o risco de uma gestação indesejada. O detalhe é que seus pais não sabem dessa situação. Assinale a alternativa CORRETA:
Adolescente >12 anos pode consentir com contracepção, incluindo DIU, sem autorização dos pais, garantindo sigilo.
A legislação brasileira e as diretrizes éticas permitem que adolescentes com capacidade de discernimento (geralmente a partir dos 12 anos, mas avaliado individualmente) consintam com a escolha de métodos contraceptivos, incluindo os de longa duração como o DIU, sem a necessidade de autorização dos pais, assegurando o sigilo médico.
A anticoncepção na adolescência é um tema de grande relevância em saúde pública, visando a prevenção de gestações indesejadas e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A abordagem do profissional de saúde deve ser acolhedora, ética e baseada nas diretrizes que garantem os direitos do adolescente, incluindo o sigilo e a autonomia progressiva. No Brasil, a legislação e o Código de Ética Médica permitem que adolescentes com capacidade de discernimento (avaliada pelo profissional de saúde, geralmente a partir dos 12 anos) possam consentir com procedimentos médicos, incluindo a escolha de métodos contraceptivos, sem a necessidade de autorização dos pais ou responsáveis. O sigilo médico é um pilar fundamental nesse atendimento, pois a quebra do sigilo pode afastar o adolescente dos serviços de saúde. Os métodos contraceptivos de longa duração e reversíveis (LARC), como o endoceptivo liberador de levonorgestrel (DIU hormonal) e o DIU de cobre, são excelentes opções para adolescentes devido à sua alta eficácia, baixa taxa de falha e comodidade, que não dependem da adesão diária. A preocupação com a nuliparidade como contraindicação para o DIU é um mito, e esses métodos são seguros e recomendados para essa população. A minipílula de progestagênio é uma opção, mas exige adesão diária rigorosa, e o injetável trimestral pode causar amenorreia, mas não esterilidade, sendo também uma opção válida.
Não há uma idade fixa, mas a partir dos 12 anos, a capacidade de discernimento do adolescente é avaliada pelo profissional de saúde. Se houver maturidade para entender o procedimento, o consentimento dos pais pode ser dispensado, garantindo o sigilo.
Sim, o DIU (de cobre ou liberador de levonorgestrel) é considerado seguro e altamente eficaz para adolescentes, incluindo nulíparas, e é recomendado como método de primeira linha por diversas diretrizes médicas e sociedades ginecológicas.
O sigilo médico é fundamental para construir confiança e garantir que o adolescente procure e acesse os serviços de saúde, sem medo de represálias. Isso promove a adesão ao método e a prevenção de gestações indesejadas, protegendo a saúde do jovem.
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