IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Sobre anticoagulação profilática em pacientes pediátricos com Covid-19, assinale a alternativa incorreta.
D-dímero elevado isoladamente NÃO justifica anticoagulação profilática em crianças com Covid-19 ambulatorial devido ao baixo risco trombótico.
Embora o D-dímero possa estar elevado em pacientes com Covid-19, sua alteração isolada não é suficiente para indicar anticoagulação profilática em crianças ambulatoriais. A decisão deve ser baseada em uma avaliação de risco individualizada, considerando fatores como gravidade da doença, comorbidades e outros marcadores.
A pandemia de Covid-19 trouxe novos desafios no manejo de pacientes pediátricos, incluindo a avaliação do risco de eventos tromboembólicos. Embora crianças geralmente apresentem um curso mais leve da doença em comparação com adultos, a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) associada à Covid-19 pode cursar com hipercoagulabilidade e risco aumentado de trombose. A decisão sobre a anticoagulação profilática em pacientes pediátricos com Covid-19 é complexa e deve ser individualizada. O D-dímero é um marcador de degradação da fibrina e pode estar elevado em diversas condições inflamatórias, incluindo a Covid-19. No entanto, um D-dímero elevado isoladamente não é suficiente para justificar a anticoagulação profilática em crianças em tratamento ambulatorial, devido ao baixo risco de eventos tromboembólicos nessa população e ao risco inerente de sangramento associado à heparina. A profilaxia farmacológica é geralmente reservada para pacientes internados com doença grave, SIM-P ou múltiplos fatores de risco. Fatores de risco adicionais para trombose em crianças com Covid-19 incluem obesidade, cardiopatias congênitas, imobilização, cateteres venosos centrais, câncer e doença renal crônica. A asma, por si só, não é um critério isolado, mas pode ser considerada em conjunto com outros fatores de risco. Para todos os pacientes internados, a profilaxia não farmacológica, como mobilização precoce, é fundamental. A avaliação cuidadosa do risco-benefício é crucial para evitar complicações hemorrágicas desnecessárias.
A anticoagulação profilática é geralmente considerada em crianças internadas com Covid-19 grave ou Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), especialmente na presença de fatores de risco adicionais para trombose.
O D-dímero elevado é um marcador de ativação da coagulação, mas, isoladamente, não é um critério para anticoagulação profilática em crianças ambulatoriais. Deve ser interpretado no contexto clínico geral e de outros fatores de risco.
Comorbidades como obesidade, cardiopatia congênita, doença renal crônica, câncer e imobilização prolongada aumentam o risco de eventos tromboembólicos em crianças com Covid-19 e devem ser consideradas na avaliação de profilaxia.
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