HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
A Sra. Maria do Carmo sofreu um AVC isquêmico de etiologia cardioembólica há cerca de 02 semanas e, após passar pela UTI e estabilizar sua condição clínica, está pronta p/ ir p/ casa. Assinale a ALTERNATIVA CORRETA no que se refere à opção de anticoagulante:
Anticoagulação pós-AVC cardioembólico: DOACs são preferíveis. Ajuste de dose para Rivaroxabana (15mg/dia) se CrCl < 50 mL/min.
Após um AVC isquêmico de etiologia cardioembólica, a anticoagulação é fundamental para prevenção secundária. Os anticoagulantes orais diretos (DOACs) são geralmente preferidos à varfarina. É crucial ajustar a dose dos DOACs conforme a função renal, sendo a rivaroxabana reduzida para 15mg/dia quando o clearance de creatinina está entre 15-49 mL/min.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico de etiologia cardioembólica, frequentemente associado à fibrilação atrial, é uma das principais causas de morbidade e mortalidade. A prevenção secundária com anticoagulantes é crucial para reduzir o risco de recorrência. Historicamente, a varfarina era o padrão-ouro, mas os Anticoagulantes Orais Diretos (DOACs), como rivaroxabana, apixabana, dabigatrana e edoxabana, têm demonstrado eficácia e segurança comparáveis ou superiores, com menor necessidade de monitoramento laboratorial. A escolha do anticoagulante e sua dosagem devem considerar as características individuais do paciente, incluindo a função renal, idade, peso e comorbidades. A maioria dos DOACs possui excreção renal significativa, e o clearance de creatinina (CrCl) deve ser calculado para determinar a dose apropriada. Por exemplo, a rivaroxabana tem sua dose reduzida de 20mg para 15mg uma vez ao dia em pacientes com CrCl entre 15-49 mL/min. A apixabana também possui critérios específicos para redução de dose, geralmente para 2,5mg duas vezes ao dia, se o paciente preencher pelo menos dois de três critérios (idade ≥ 80 anos, peso ≤ 60 kg ou creatinina sérica ≥ 1,5 mg/dL). A dabigatrana é contraindicada com CrCl < 30 mL/min e tem dose reduzida para 75mg duas vezes ao dia para CrCl 30-50 mL/min. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam familiarizados com as diretrizes de dosagem e monitoramento dos DOACs para otimizar a prevenção de eventos tromboembólicos e minimizar o risco de sangramento. A educação do paciente sobre a importância da adesão e o reconhecimento de sinais de alerta também são componentes essenciais do manejo.
O momento de iniciar a anticoagulação após um AVC isquêmico cardioembólico depende do tamanho do infarto e do risco de transformação hemorrágica. A regra geral é de 1-3-6-12 dias para AIT, AVC leve, moderado e grave, respectivamente, mas a decisão deve ser individualizada.
Os principais DOACs são dabigatrana (inibidor direto da trombina), rivaroxabana, apixabana e edoxabana (inibidores diretos do Fator Xa). São indicados para prevenção de AVC em fibrilação atrial não valvar, tratamento e prevenção de TVP/TEP.
A maioria dos DOACs é excretada renalmente em alguma extensão, exigindo ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal. Por exemplo, a rivaroxabana é reduzida para 15mg/dia se CrCl 15-49 mL/min, e a apixabana para 2,5mg 2x/dia se o paciente atender a pelo menos dois dos critérios: idade ≥ 80 anos, peso ≤ 60 kg ou creatinina sérica ≥ 1,5 mg/dL.
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