UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021
Mulher de 80 anos, diagnosticada com fibrilação atrial recentemente depois de ser hospitalizada por uma fratura no colo do fêmur. Como comorbidades, apresenta hipertensão, doença renal crônica em estágio 3A (clearance da creatinina de 55 mL/min), angina, hipertensão e doença vascular periférica. Ela está utilizando um andador e mora em um asilo. Sua pontuação CHA2DS2-VASc é 5 e sua pontuação HAS-BLED é 2. A escolha de tratamento para esta paciente, visando reduzir o risco de acidente vascular encefálico, é
FA + CHA2DS2-VASc ≥ 2 → Anticoagulação oral; Apixabana preferível em idosos e DRC.
Pacientes idosos com FA e múltiplas comorbidades, como DRC e alto risco de queda (uso de andador, asilo), se beneficiam de anticoagulantes orais diretos (DOACs). A apixabana é uma excelente escolha devido à sua eficácia, perfil de segurança e menor necessidade de ajuste em DRC leve a moderada, comparada a outros DOACs ou varfarina.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum, com prevalência crescente em idosos, e está associada a um risco significativamente elevado de acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico. A estratificação de risco para AVE é feita pelo escore CHA2DS2-VASc, enquanto o risco de sangramento é avaliado pelo HAS-BLED. A decisão de anticoagular é crucial para prevenir eventos tromboembólicos. Os anticoagulantes orais diretos (DOACs), como a apixabana, dabigatrana, rivaroxabana e edoxabana, são geralmente preferidos à varfarina devido à sua eficácia não inferior, menor risco de sangramento intracraniano e ausência de necessidade de monitoramento regular do INR. Em pacientes idosos e com doença renal crônica (DRC), a apixabana se destaca por ter menor excreção renal e um perfil de segurança favorável, com menor necessidade de ajuste de dose em DRC leve a moderada. O manejo da anticoagulação em idosos e pacientes com comorbidades exige uma avaliação cuidadosa do balanço entre risco de AVE e risco de sangramento. Mesmo com risco de queda, a anticoagulação é frequentemente indicada, pois o risco de AVE isquêmico é geralmente maior e mais devastador. A escolha do DOAC deve considerar a função renal, interações medicamentosas e características individuais do paciente.
O escore CHA2DS2-VASc estratifica o risco de acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico em pacientes com fibrilação atrial não valvar, guiando a decisão de iniciar a anticoagulação oral. Uma pontuação de 2 ou mais em homens e 3 ou mais em mulheres geralmente indica a necessidade de anticoagulação.
A apixabana é preferível em idosos e pacientes com doença renal crônica (DRC) devido à sua menor excreção renal em comparação com outros DOACs, o que resulta em menor necessidade de ajuste de dose em DRC leve a moderada e um perfil de segurança favorável, com menor risco de sangramento.
As contraindicações absolutas para anticoagulação incluem sangramento ativo significativo, diátese hemorrágica grave, trombocitopenia grave e cirurgia recente com alto risco de sangramento. O risco-benefício deve ser cuidadosamente avaliado em pacientes com alto risco de queda ou histórico de sangramento.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo