UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
Em relação à prevenção de fenômenos tromboembolicos na fibrilação atrial, é correto afirmar que:
NOACs reduzem AVE hemorrágico vs. Varfarina na FA; Varfarina é padrão em prótese valvar mecânica.
Os Novos Anticoagulantes Orais (NOACs) demonstraram ser superiores aos antagonistas da vitamina K (como a varfarina) na prevenção de Acidente Vascular Encefálico (AVE) em pacientes com Fibrilação Atrial (FA) não valvar, com menor risco de AVE hemorrágico. Contudo, em pacientes com prótese valvar mecânica, a varfarina permanece o anticoagulante de escolha.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum e um importante fator de risco para acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico. A prevenção de fenômenos tromboembólicos é um pilar fundamental no manejo da FA, guiada pela estratificação de risco, como o escore CHADSVASC. A escolha do anticoagulante é crucial e tem evoluído significativamente com o advento dos Novos Anticoagulantes Orais (NOACs). Os NOACs (dabigatrana, rivaroxabana, apixabana e edoxabana) representam um avanço importante, demonstrando em grandes estudos clínicos uma eficácia não inferior ou superior à varfarina na prevenção de AVE isquêmico em pacientes com FA não valvar, com um perfil de segurança superior, especialmente na redução do risco de AVE hemorrágico e sangramentos intracranianos. Isso os tornou a primeira linha de tratamento para a maioria dos pacientes com FA e indicação de anticoagulação. No entanto, é vital lembrar as contraindicações e particularidades. Pacientes com prótese valvar mecânica ou estenose mitral moderada a grave ainda têm a varfarina como o anticoagulante de escolha, pois os NOACs não foram testados ou se mostraram ineficazes/prejudiciais nessas populações. A anticoagulação é indicada com base no escore CHADSVASC, não apenas na forma da FA (persistente ou permanente), e a decisão deve sempre ponderar o risco isquêmico versus o risco de sangramento do paciente.
A principal vantagem dos NOACs (Novos Anticoagulantes Orais) é a redução significativa das taxas de acidente vascular encefálico hemorrágico e de mortalidade por todas as causas, além de menor necessidade de monitoramento laboratorial frequente, em comparação com os antagonistas da vitamina K.
O escore CHADSVASC é utilizado para estratificar o risco de AVE isquêmico. A anticoagulação é geralmente indicada para homens com escore ≥ 2 e mulheres com escore ≥ 3, considerando-se a relação risco-benefício individual.
Para pacientes com prótese valvar mecânica, o anticoagulante de escolha é a varfarina (um antagonista da vitamina K). Os NOACs são contraindicados nesta população devido à falta de evidências de segurança e eficácia, e até mesmo a um risco aumentado de eventos trombóticos em alguns estudos.
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