PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Considerando os portadores de fibrilação artrial, o candidato para o uso de ácido acetilsalicílico no lugar da varfarina para profilaxia de AVC é:
FA: AAS apenas para baixo risco de AVC (CHA2DS2-VASc 0 em homens, 1 em mulheres) sem outros fatores de risco.
A profilaxia de AVC em pacientes com fibrilação atrial é guiada pelo escore CHA2DS2-VASc. O ácido acetilsalicílico (AAS) é recomendado apenas para pacientes com risco muito baixo (CHA2DS2-VASc 0 para homens e 1 para mulheres, sem outros fatores de risco), pois sua eficácia é inferior à dos anticoagulantes orais e não justifica o risco de sangramento em pacientes com risco moderado a alto.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum e um importante fator de risco independente para acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. A profilaxia de AVC é um pilar fundamental no manejo da FA, e a escolha da terapia antitrombótica é crucial. Historicamente, a varfarina foi o padrão-ouro, mas os anticoagulantes orais diretos (DOACs) têm ganhado preferência devido à sua segurança e eficácia comparáveis ou superiores, com menor necessidade de monitoramento. A estratificação de risco para AVC é realizada principalmente pelo escore CHA2DS2-VASc. Pacientes com escores mais altos (≥ 2 para homens, ≥ 3 para mulheres) têm indicação clara para anticoagulação oral. Para pacientes com risco intermediário (CHA2DS2-VASc de 1 para homens, 2 para mulheres), a anticoagulação oral também é geralmente recomendada, considerando o risco-benefício individual. O ácido acetilsalicílico (AAS) tem um papel muito limitado na profilaxia de AVC na FA, sendo reservado apenas para pacientes de muito baixo risco (CHA2DS2-VASc 0 para homens, 1 para mulheres) e sem outros fatores de risco, onde o benefício da anticoagulação não supera o risco de sangramento. É vital que o residente compreenda que o AAS, embora seja um antiagregante plaquetário, não é eficaz na prevenção de AVC cardioembólico em pacientes com FA de risco moderado a alto. A prescrição inadequada de AAS pode dar uma falsa sensação de proteção, expondo o paciente ao risco de AVC e aos efeitos adversos do medicamento. A decisão terapêutica deve sempre ponderar o risco trombótico versus o risco de sangramento, utilizando escores como HAS-BLED para avaliar o risco hemorrágico e guiar a escolha do anticoagulante.
A principal ferramenta para decidir a anticoagulação na fibrilação atrial é o escore CHA2DS2-VASc. Este escore avalia os fatores de risco para acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes com FA não valvar, ajudando a estratificar o risco trombótico e guiar a decisão sobre a necessidade e o tipo de terapia antitrombótica.
O AAS é uma opção limitada e geralmente não preferencial para profilaxia de AVC em FA. É considerado apenas para pacientes com risco muito baixo de AVC, ou seja, homens com CHA2DS2-VASc de 0 e mulheres com CHA2DS2-VASc de 1, na ausência de outros fatores de risco. Para a maioria dos pacientes com FA e risco de AVC, a anticoagulação oral é superior.
Os principais fatores de risco no escore CHA2DS2-VASc incluem Insuficiência Cardíaca (C), Hipertensão (H), Idade ≥ 75 anos (A2), Diabetes Mellitus (D), AVC/AIT/Tromboembolismo prévio (S2), Doença Vascular (V), Idade 65-74 anos (A), e Sexo Feminino (Sc).
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