UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Sobre a síndrome respiratória aguda grave, causada pelo novo coronavírus (SARSCoV-2) em humanos:
COVID-19: Anticoagulação terapêutica → APENAS com evidência de TEV; profilática é padrão em hospitalizados.
Na COVID-19, a anticoagulação em doses terapêuticas é reservada para pacientes com evidência confirmada de tromboembolismo venoso (TEV). A anticoagulação profilática é amplamente recomendada para pacientes hospitalizados com COVID-19 devido ao risco aumentado de eventos trombóticos, mas não em doses terapêuticas sem TEV.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pelo SARS-CoV-2, ou COVID-19 grave, é uma condição complexa que exige manejo multidisciplinar e baseado em evidências. A doença é caracterizada por uma resposta inflamatória sistêmica e um estado de hipercoagulabilidade, aumentando o risco de eventos trombóticos. O tratamento da COVID-19 grave evoluiu significativamente ao longo da pandemia. Corticoesteroides, como a dexametasona, tornaram-se um pilar do tratamento para pacientes que necessitam de oxigênio, devido à sua capacidade de modular a resposta inflamatória. Outras terapias, como o remdesivir (antiviral) e o tocilizumabe (imunomodulador), têm indicações mais específicas, geralmente para pacientes hospitalizados com doença moderada a grave, dependendo do estágio da doença e dos marcadores inflamatórios. Em relação à anticoagulação, a profilaxia com heparina de baixo peso molecular é amplamente recomendada para todos os pacientes hospitalizados com COVID-19, devido ao risco elevado de tromboembolismo venoso (TEV). No entanto, a anticoagulação em doses terapêuticas (doses plenas) é reservada estritamente para pacientes com evidência confirmada de TEV (trombose venosa profunda, embolia pulmonar) ou outras indicações claras, como fibrilação atrial. O uso indiscriminado de doses terapêuticas sem TEV comprovado não demonstrou benefício e aumenta significativamente o risco de sangramento.
Corticoesteroides (como a dexametasona) são indicados para pacientes com COVID-19 grave ou crítica que necessitam de oxigenoterapia, pois reduzem a mortalidade e a necessidade de ventilação mecânica.
O remdesivir é um antiviral que pode ser considerado em pacientes hospitalizados com COVID-19 leve a moderada que necessitam de oxigênio suplementar, mas não em pacientes graves ou após o 10º dia de sintomas, onde seu benefício é limitado.
O tocilizumabe, um inibidor da IL-6, é considerado em pacientes com COVID-19 grave e inflamação sistêmica progressiva (evidenciada por marcadores inflamatórios elevados) que estão em oxigenoterapia de alto fluxo ou ventilação mecânica.
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