PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
A covid-19 é associada frequentemente a um estado de hipercoagulabilidade. Em relação à anticoagulação (AC), pode-se afirmar que:
AC terapêutica na COVID-19 beneficia pacientes com doença MODERADA (não grave/UTI), reduzindo trombose sem ↑ sangramento.
Estudos demonstraram que a anticoagulação terapêutica pode ser benéfica em pacientes com COVID-19 de gravidade moderada, ou seja, aqueles que não necessitam de suporte de órgãos em UTI, reduzindo o risco de eventos trombóticos. Em pacientes graves ou em UTI, a anticoagulação profilática é a conduta padrão, e a terapêutica não mostrou benefício adicional significativo, aumentando o risco de sangramento.
A infecção por SARS-CoV-2, causadora da COVID-19, é reconhecida por induzir um estado de hipercoagulabilidade, aumentando significativamente o risco de eventos tromboembólicos, como trombose venosa profunda, embolia pulmonar e eventos arteriais. Essa coagulopatia associada à COVID-19 é multifatorial, envolvendo inflamação sistêmica, disfunção endotelial, ativação plaquetária e estase venosa, especialmente em pacientes hospitalizados. A compreensão desse fenômeno é crucial para o manejo adequado e a redução da morbimortalidade. O diagnóstico da hipercoagulabilidade é sugerido por elevação de marcadores como D-dímero, fibrinogênio e tempo de protrombina. A decisão sobre a anticoagulação na COVID-19 é complexa e depende da gravidade da doença e do risco individual de trombose e sangramento. Estudos clínicos têm fornecido evidências importantes sobre os benefícios da anticoagulação em diferentes cenários. É fundamental estratificar os pacientes para otimizar o tratamento. Em pacientes com COVID-19 de gravidade moderada (hospitalizados, mas sem necessidade de UTI), a anticoagulação terapêutica com heparina de baixo peso molecular (HBPM) ou heparina não fracionada (HNF) demonstrou reduzir o risco de eventos trombóticos e até mesmo a mortalidade, sem aumento significativo de sangramentos maiores. Já em pacientes graves ou em UTI, a anticoagulação profilática é a conduta padrão, e a terapêutica não mostrou benefício adicional claro, podendo aumentar o risco de sangramento. A plaquetometria e outros exames de coagulação são importantes para monitorar o tratamento e ajustar as doses.
A infecção por SARS-CoV-2 induz uma resposta inflamatória sistêmica intensa, disfunção endotelial e ativação plaquetária, levando a um estado pró-trombótico que aumenta o risco de eventos tromboembólicos venosos e arteriais.
A anticoagulação terapêutica mostrou benefícios em pacientes com COVID-19 de gravidade moderada, ou seja, aqueles que necessitam de hospitalização, mas não de suporte de órgãos em unidade de terapia intensiva (UTI), sem contraindicações para anticoagulação.
A anticoagulação profilática utiliza doses menores de anticoagulantes para prevenir a formação de trombos, enquanto a terapêutica usa doses mais altas para tratar trombos existentes ou prevenir sua progressão, com maior risco de sangramento. Em pacientes graves, a profilática é geralmente preferida.
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