UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015
O uso de anticoagulantes parenterais e/ou orais é recomendado em várias situações da prática clínica. Considerando um paciente de 61 anos, com 80 kg e função renal normal, avalie cada contexto clínico abaixo, suas respectivas prescrições de anticoagulante e marque a associação MENOS adequada:
AVC isquêmico agudo NÃO cardioembólico: anticoagulação plena precoce contraindicada pelo risco de transformação hemorrágica.
Em fase aguda de AVC isquêmico não cardioembólico, a anticoagulação plena é geralmente contraindicada devido ao alto risco de transformação hemorrágica, especialmente nas primeiras 24-48 horas. A profilaxia de TVP/TEP com doses menores de heparina pode ser considerada após estabilização, mas a dose de 80mg SC 12/12h de enoxaparina é terapêutica e inadequada neste cenário.
A anticoagulação é uma ferramenta terapêutica fundamental em diversas condições clínicas, como doenças cardiovasculares, tromboembolismo e prevenção de eventos trombóticos. A escolha do agente, a dose e a duração do tratamento dependem de fatores como a condição subjacente, o perfil do paciente (peso, função renal) e o risco de sangramento. É imperativo que o médico conheça as indicações e contraindicações específicas para cada cenário. No contexto de um AVC isquêmico agudo não cardioembólico, a anticoagulação plena precoce é geralmente contraindicada devido ao risco elevado de transformação hemorrágica. A exceção pode ser para profilaxia de TVP/TEP, mas com doses profiláticas e após avaliação cuidadosa. Em contraste, no IAM sem elevação do segmento ST, a heparina não fracionada é frequentemente utilizada, e na fibrilação atrial, a varfarina ou novos anticoagulantes orais são indicados com base no escore de risco CHADS-VASC. A profilaxia de trombose venosa profunda (TVP) em pós-operatório, como em artroplastias, é essencial, e a heparina de baixo peso molecular ou HNF em doses profiláticas são opções. Para o tratamento de TVP confirmada, doses terapêuticas de anticoagulantes são empregadas. A compreensão dessas nuances é vital para a segurança e eficácia do tratamento anticoagulante, minimizando riscos e otimizando resultados para o paciente.
O principal risco é a transformação hemorrágica do infarto, que pode agravar significativamente o quadro neurológico e aumentar a morbimortalidade.
A HNF é indicada no IAM sem elevação do segmento ST como parte da estratégia de reperfusão e para prevenir eventos trombóticos, especialmente em pacientes que serão submetidos a intervenção coronariana percutânea.
O escore CHADS-VASC é crucial para avaliar o risco de AVC em pacientes com fibrilação atrial não valvar e guiar a decisão sobre a necessidade de anticoagulação oral crônica.
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