Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020
Considere três pacientes com quadro de sepse e as seguintes hemoculturas: I. Staphylococcus aureus resistente a oxacilina. II. Escherichia coli produtora de ESBL. III. Pseudomonas aeroginosa resistente a carbapenêmicos. Polimixina, meropenem e teicoplanina são indicados, respectivamente, para:
Sepse com germes resistentes → MRSA=Teicoplanina; E. coli ESBL=Meropenem; P. aeruginosa carbapenem-R=Polimixina.
A escolha do antibiótico na sepse é guiada pelo perfil de sensibilidade do patógeno. Para MRSA, glicopeptídeos como teicoplanina são indicados. Para E. coli produtora de ESBL, carbapenêmicos como meropenem são a primeira linha. Para Pseudomonas aeruginosa resistente a carbapenêmicos, polimixinas são uma opção de resgate devido à sua toxicidade.
A sepse é uma emergência médica caracterizada por disfunção orgânica com risco de vida, causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. O tratamento precoce e adequado com antibióticos é um dos pilares do manejo da sepse, e a escolha do antimicrobiano deve ser guiada pelo perfil de sensibilidade do patógeno, especialmente diante da crescente prevalência de bactérias multirresistentes. No cenário de patógenos resistentes, a seleção do antibiótico torna-se mais complexa. Para Staphylococcus aureus resistente à oxacilina (MRSA), glicopeptídeos como a teicoplanina ou vancomicina são as opções de primeira linha. Em casos de Escherichia coli produtora de beta-lactamase de espectro estendido (ESBL), os carbapenêmicos, como o meropenem, são geralmente os antibióticos de escolha, pois as ESBLs inativam a maioria dos beta-lactâmicos, mas os carbapenêmicos são mais resistentes a essa hidrólise. Quando se trata de Pseudomonas aeruginosa resistente a carbapenêmicos, a situação é ainda mais desafiadora. Nesses casos, antibióticos de resgate, como as polimixinas (polimixina B ou colistina), podem ser necessários, apesar de seu potencial de toxicidade, especialmente nefrotoxicidade. É fundamental que o médico esteja atualizado sobre os padrões de resistência locais e as diretrizes de tratamento para garantir a melhor abordagem terapêutica e otimizar o prognóstico dos pacientes com sepse.
Identificar o perfil de resistência é crucial para direcionar a antibioticoterapia, garantindo que o tratamento seja eficaz contra o patógeno causador da sepse. O uso inadequado de antibióticos pode levar à falha terapêutica e à seleção de bactérias ainda mais resistentes.
O meropenem, um carbapenêmico, é a droga de escolha para E. coli produtora de ESBL (beta-lactamase de espectro estendido) porque essas enzimas hidrolisam a maioria dos beta-lactâmicos, mas geralmente não afetam os carbapenêmicos, que são mais estáveis a essa hidrólise.
A polimixina é um antibiótico de último recurso, geralmente reservado para infecções graves causadas por bactérias Gram-negativas multirresistentes, como Pseudomonas aeruginosa resistente a carbapenêmicos, devido ao seu potencial de nefrotoxicidade e neurotoxicidade.
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