PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Na sepse, a escolha da antibioticoterapia deve ser direcionada de acordo com a epidemiologia local, o foco da infecção, e o resultado das culturas. Essas informações, geralmente não estão disponíveis no atendimento inicial, devendo a prescrição ser iniciada de forma empírica. Na escolha dos antibióticos é CORRETO afirmar:
Sepse comunitária sem foco definido em hígido → monoterapia com cefalosporina de 3ª geração é a preferência inicial.
Na sepse de origem comunitária, sem foco infeccioso definido e em paciente previamente hígido, a monoterapia com uma cefalosporina de terceira geração (como ceftriaxona) é a escolha empírica inicial preferencial. Isso se deve ao seu amplo espectro contra patógenos comunitários comuns, minimizando a resistência e os efeitos adversos de terapias combinadas desnecessárias.
A sepse é uma síndrome complexa e tempo-dependente, onde a escolha da antibioticoterapia inicial é um dos pilares do tratamento e impacta diretamente o prognóstico do paciente. A decisão sobre qual antibiótico usar é empírica na maioria das vezes, pois os resultados das culturas e o antibiograma não estão disponíveis no momento do atendimento inicial. Essa escolha deve ser guiada por fatores como a provável fonte da infecção, o perfil epidemiológico local de resistência, e as características do paciente (comorbidades, imunossupressão, local de aquisição da infecção). Para pacientes com sepse de origem comunitária, sem foco infeccioso definido e sem comorbidades significativas ou imunossupressão (paciente previamente hígido), a monoterapia com uma cefalosporina de terceira geração (como ceftriaxona ou cefotaxima) é frequentemente a opção preferencial. Essas drogas oferecem um bom espectro contra os patógenos Gram-positivos e Gram-negativos mais comuns adquiridos na comunidade, com menor risco de indução de resistência e efeitos adversos em comparação com terapias de espectro mais amplo ou combinadas. Em outros cenários, a abordagem muda: no paciente neutropênico febril com suspeita de infecção por cateter, a monoterapia com vancomicina não é suficiente, sendo necessária cobertura para Gram-negativos (ex: cefepime ou carbapenêmico) e, se houver suspeita de Gram-positivos resistentes ou infecção de cateter, adicionar vancomicina. Para infecções adquiridas no ambiente hospitalar, o espectro deve ser mais amplo, cobrindo patógenos multirresistentes, o que geralmente envolve combinações ou antibióticos de espectro estendido. A duração da antibioticoterapia na sepse geralmente varia de 7 a 10 dias, e não um mínimo fixo de 14 dias, sendo individualizada conforme a resposta clínica e o foco infeccioso.
A antibioticoterapia empírica é crucial na sepse porque o atraso no início do tratamento antimicrobiano está associado a maior mortalidade. Ela deve ser iniciada o mais rápido possível, cobrindo os patógenos mais prováveis com base na epidemiologia, foco suspeito e fatores de risco do paciente.
É indicada preferencialmente na sepse de origem comunitária, em pacientes previamente hígidos e sem foco infeccioso definido, devido ao seu bom espectro contra bactérias Gram-positivas e Gram-negativas comuns nesse cenário.
A duração típica da antibioticoterapia para sepse é de 7 a 10 dias, mas pode variar dependendo do foco da infecção, da resposta clínica do paciente e dos resultados das culturas. Não há uma duração mínima fixa de 14 dias para todos os casos.
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