Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2015
Assinale a alternativa INCORRETA de antibioticoterapia em pacientes com até 70 quilos de peso, nas seguintes eventualidades.
Apendicite sem peritonite → ATB profilático dose única ou curta duração (<24h). ATB prolongado (>24h) é incorreto.
Para apendicite aguda não complicada (sem peritonite), a antibioticoterapia profilática é geralmente de dose única no pré-operatório ou estendida por um curto período pós-operatório (até 24 horas). A alternativa D propõe um esquema de 5 dias, o que é excessivo e incorreto para casos não complicados.
A antibioticoterapia na apendicite aguda é um tema crucial na prática cirúrgica, com diretrizes claras que visam otimizar o tratamento e minimizar a resistência antimicrobiana. A escolha do antibiótico e a duração do tratamento dependem fundamentalmente da presença ou ausência de complicações, como perfuração ou peritonite. Para casos de apendicite aguda não complicada (sem perfuração ou peritonite), a antibioticoterapia tem um papel profilático. O objetivo é prevenir infecções do sítio cirúrgico e intra-abdominais. A recomendação atual é de esquemas curtos, muitas vezes uma dose única na indução anestésica, ou no máximo 24 horas de pós-operatório. Antibióticos como cefoxitina, cefalotina ou a combinação de ciprofloxacino com metronidazol são escolhas comuns, cobrindo a flora entérica mista. Em contraste, na apendicite aguda complicada com perfuração ou peritonite, a antibioticoterapia deve ser terapêutica e mais prolongada, geralmente por 7 a 10 dias, ou até a resolução dos sinais de infecção. Nesses casos, esquemas com ceftriaxona e metronidazol são frequentemente utilizados para cobrir um espectro mais amplo de patógenos. A alternativa D da questão está incorreta por propor um esquema de 5 dias para apendicite não complicada, o que é uma duração excessiva e desnecessária, aumentando o risco de efeitos adversos e resistência.
Para apendicite aguda não complicada (sem perfuração ou peritonite), a antibioticoterapia profilática geralmente é de dose única administrada na indução anestésica ou estendida por no máximo 24 horas no pós-operatório.
Cefoxitina, cefalotina ou a combinação de ciprofloxacino com metronidazol são opções eficazes, cobrindo bactérias gram-negativas e anaeróbias. O importante é a duração curta.
Na apendicite com peritonite ou perfuração, a antibioticoterapia deve ser mais prolongada, geralmente por 7 a 10 dias, e cobrir um espectro mais amplo, como ceftriaxona associada a metronidazol.
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