UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Paciente jovem foi submetido a apendicetomia por videolaparoscopia, sendo evidenciada apendicite aguda edematosa. Qual o esquema antibiótico mais adequado?
Apendicite edematosa: Antibioticoterapia pós-operatória visa cobrir Gram-negativos e anaeróbios.
Para apendicite aguda edematosa (não perfurada), a antibioticoterapia pós-operatória é geralmente de curta duração ou profilática. Embora Ciprofloxacina cubra Gram-negativos, seu uso por 7 dias para apendicite edematosa é atípico, sendo mais comum para casos complicados ou em combinação com anaerobicida. A escolha pode variar por protocolo institucional.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, e a apendicectomia laparoscópica é o tratamento padrão. A classificação da apendicite (edematosa, flegmonosa, gangrenosa, perfurada) guia a necessidade e a duração da antibioticoterapia. A apendicite edematosa é considerada uma forma não complicada. Para apendicite aguda não perfurada (como a edematosa), a antibioticoterapia tem como objetivo principal a profilaxia de infecção do sítio cirúrgico. Geralmente, uma dose única pré-operatória de um antibiótico de amplo espectro (como cefoxitina ou cefazolina + metronidazol) é suficiente. Em alguns protocolos, um curso curto pós-operatório (24-48 horas) pode ser considerado. A escolha da Ciprofloxacina por 7 dias, como sugerido pelo gabarito, é incomum para apendicite edematosa não complicada, sendo mais frequentemente utilizada em casos de apendicite perfurada, com abscesso ou peritonite, onde a infecção é mais grave e exige um espectro mais amplo e duração prolongada. É crucial que residentes e estudantes compreendam as diretrizes atuais para otimizar o tratamento e evitar a resistência antimicrobiana.
Para apendicite edematosa não perfurada, a antibioticoterapia pós-operatória é geralmente de curta duração (24-48 horas) ou mesmo uma dose única profilática, dependendo do protocolo e da ausência de contaminação significativa.
Antibióticos comumente usados incluem cefalosporinas de segunda geração (como cefoxitina) ou a combinação de cefazolina com metronidazol, cobrindo Gram-negativos e anaeróbios.
A Ciprofloxacina é geralmente reservada para casos de apendicite complicada (perfurada, com abscesso) ou em pacientes alérgicos a beta-lactâmicos, muitas vezes em combinação com um agente para anaeróbios.
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