IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
Sobre a antibioticoprofilaxia para infecção do trato urinário – ITU em crianças e adolescentes, assinale a alternativa INCORRETA.
Antibioticoprofilaxia ITU pediátrica NÃO é indicada em TODOS os casos de RVU; individualizar conforme grau e recorrência.
A antibioticoprofilaxia para ITU em crianças com refluxo vesicoureteral (RVU) não é universalmente indicada para todos os graus, pois estudos recentes questionam seu benefício em RVU de baixo grau, priorizando a individualização da conduta e a vigilância.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, podendo levar a sequelas renais significativas se não for diagnosticada e tratada adequadamente. A antibioticoprofilaxia para ITU em crianças e adolescentes é uma estratégia utilizada para prevenir episódios recorrentes, especialmente na presença de fatores de risco como refluxo vesicoureteral (RVU) ou anomalias obstrutivas do trato urinário. As indicações para antibioticoprofilaxia são específicas e devem ser consideradas com cautela. Geralmente, é recomendada durante a investigação morfofuncional do trato urinário após o primeiro episódio de ITU febril, na presença de anomalias obstrutivas até a correção cirúrgica, e em casos de ITUs febris recorrentes, mesmo com estudo de imagem normal. O objetivo é reduzir o risco de pielonefrite e dano renal. No entanto, a indicação de antibioticoprofilaxia em todos os casos de refluxo vesicoureteral (RVU) é controversa e não mais universalmente aceita. Estudos recentes, como o Randomized Intervention for Children with Vesicoureteral Reflux (RIVUR) trial, mostraram que o benefício é mais evidente em RVU de alto grau ou em crianças com ITUs febris recorrentes, enquanto em RVU de baixo grau, a vigilância ativa pode ser uma abordagem razoável. A decisão deve ser individualizada, ponderando os riscos de resistência bacteriana e efeitos adversos versus o benefício na prevenção de lesão renal.
É indicada durante a investigação de anomalias do trato urinário após o primeiro episódio de ITU, em anomalias obstrutivas até a correção cirúrgica, e em crianças com ITUs frequentes mesmo com estudo normal, mas não indiscriminadamente em todos os RVU.
Estudos recentes mostram que a profilaxia não oferece benefício significativo em todos os graus de RVU, especialmente nos de baixo grau, e pode contribuir para a resistência bacteriana. A decisão deve ser individualizada.
Os riscos incluem o desenvolvimento de resistência bacteriana, efeitos adversos dos antibióticos (como diarreia, candidíase) e a possibilidade de mascarar infecções mais graves ou atrasar o diagnóstico de outras condições.
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