UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020
Sobre o uso de antibiótico profilático no paciente cirúrgico, é INCORRETO afirmar:
Antibioticoprofilaxia cirúrgica: espectro estreito, dose única (ou <24h), 30-60 min pré-incisão. Segurança é premissa, não princípio exclusivo.
A antibioticoprofilaxia cirúrgica visa prevenir infecções do sítio cirúrgico. Os princípios incluem a escolha de um antibiótico com espectro direcionado aos patógenos mais prováveis, administração no momento correto (30-60 minutos antes da incisão) e duração limitada (geralmente dose única ou até 24 horas). A segurança é um requisito para qualquer medicamento, não um princípio *específico* da profilaxia.
A antibioticoprofilaxia cirúrgica é uma estratégia fundamental para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), que representam uma causa significativa de morbidade e mortalidade pós-operatória. Seu uso é indicado em cirurgias limpas-contaminadas, contaminadas, e em algumas cirurgias limpas com implante de próteses ou alto risco de infecção. A compreensão dos princípios que regem a profilaxia é crucial para a prática segura e eficaz, minimizando os riscos de resistência antimicrobiana e efeitos adversos. Os princípios-chave da antibioticoprofilaxia incluem a escolha do antibiótico com base nos patógenos mais prováveis do sítio cirúrgico (geralmente espectro estreito), a administração no momento correto (30-60 minutos antes da incisão) para garantir níveis teciduais adequados, e a duração limitada (geralmente dose única ou até 24 horas pós-operatório). A segurança do antibiótico é uma premissa básica para qualquer tratamento farmacológico, mas não é um princípio *específico* da profilaxia, que se concentra em otimizar a eficácia e minimizar a seleção de resistência. Erros comuns incluem o uso de antibióticos de amplo espectro desnecessariamente, administração em tempo inadequado (muito antes ou muito depois da incisão) e prolongamento excessivo da profilaxia. Residentes devem dominar essas diretrizes para otimizar os resultados cirúrgicos e contribuir para o uso racional de antibióticos, um pilar da saúde pública.
O antibiótico deve ter um espectro estreito, direcionado aos microrganismos mais prováveis de causar infecção no sítio cirúrgico específico. O uso de antibióticos de amplo espectro é desencorajado para evitar resistência e efeitos adversos.
Idealmente, o antibiótico deve ser administrado entre 30 a 60 minutos antes da incisão cirúrgica. Isso garante que haja níveis teciduais adequados do fármaco no momento da contaminação bacteriana potencial.
Na maioria dos casos, a profilaxia deve ser de dose única. Em cirurgias mais longas ou com grande perda sanguínea, pode-se considerar uma segunda dose intraoperatória. A manutenção por mais de 24 horas geralmente não é recomendada e aumenta o risco de resistência.
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