Antibioticoprofilaxia Cirúrgica: Uso Correto e Duração

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020

Enunciado

Quanto ao uso de antibióticos em cirurgia, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Em cirurgias limpas, em que não há penetração dos tratos aéreo, digestivo ou geniturinário, devese administrar antibiótico de forma profilática.
  2. B) Em cirurgias potencialmente contaminadas com penetração em vísceras colonizadas, mas em condições controladas, deve-se administrar antibiótico, em caráter profilático, por, no mínimo, sete dias.
  3. C) No caso de inflamação não purulenta já instalada, deve- se usar antibiótico, em caráter terapêutico, com cobertura de largo espectro e por, no mínimo, 15 dias.
  4. D) Em casos de falha técnica asséptica, usam-se antibióticos de forma preventiva, que podem ser interrompidos mais precocemente.

Pérola Clínica

Falha asséptica → ATB preventivo, pode ser interrompido precocemente se não houver infecção.

Resumo-Chave

Em casos de falha técnica asséptica intraoperatória, o uso de antibióticos é considerado preventivo, não profilático no sentido estrito. A duração deve ser individualizada, podendo ser mais curta se não houver sinais de infecção, ao contrário da profilaxia que é geralmente uma dose única ou poucas doses.

Contexto Educacional

A antibioticoprofilaxia cirúrgica é uma estratégia crucial para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgia. Seu uso racional e baseado em evidências é fundamental para otimizar resultados e combater a resistência antimicrobiana. As cirurgias são classificadas em limpas, limpas-contaminadas, potencialmente contaminadas e contaminadas, e a indicação de profilaxia varia conforme essa classificação. Em cirurgias limpas, a profilaxia geralmente não é indicada, exceto em casos específicos como implante de próteses. Em cirurgias potencialmente contaminadas, a profilaxia é padrão, mas deve ser de curta duração, idealmente uma dose única. A alternativa correta aborda a falha técnica asséptica, onde o uso de antibióticos é mais preventivo do que profilático. Nesses casos, a decisão de estender o antibiótico deve ser individualizada e pode ser interrompida precocemente se não houver evidência de infecção, diferenciando-se da profilaxia padrão que visa cobrir o período de maior risco de contaminação durante o procedimento.

Perguntas Frequentes

Quando a antibioticoprofilaxia é indicada em cirurgia?

A antibioticoprofilaxia é indicada em cirurgias potencialmente contaminadas, contaminadas e limpas-contaminadas, e em algumas cirurgias limpas com implante de próteses ou alto risco de infecção, visando reduzir a incidência de infecção do sítio cirúrgico.

Qual a duração ideal da antibioticoprofilaxia cirúrgica?

A duração ideal é geralmente uma dose única administrada antes da incisão. Em cirurgias mais longas ou com grande perda sanguínea, doses adicionais podem ser necessárias intraoperatoriamente. Raramente deve exceder 24 horas, pois durações mais longas não aumentam a eficácia e promovem resistência.

Como classificar as cirurgias quanto ao risco de infecção?

As cirurgias são classificadas em limpas (sem penetração de tratos), limpas-contaminadas (penetração controlada de tratos), potencialmente contaminadas (penetração em vísceras colonizadas com contaminação significativa) e contaminadas (inflamação aguda, trauma aberto, contaminação fecal).

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