Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2015
Em relação à antibioticoprofilaxia e antibioticoterapia, assinale a alternativa INCORRETA:
Cirurgias infectadas → antibioticoterapia, NÃO profilaxia. Profilaxia é pré-exposição.
Antibioticoprofilaxia é para prevenir infecção em cirurgias limpas com próteses ou potencialmente contaminadas. Em cirurgias já infectadas, o objetivo é tratar uma infecção existente, o que configura antibioticoterapia, não profilaxia.
A prevenção de infecções do sítio cirúrgico (ISC) é um pilar fundamental na segurança do paciente e na redução da morbimortalidade pós-operatória. A antibioticoprofilaxia cirúrgica é uma estratégia eficaz para reduzir o risco de ISC, mas sua indicação e uso devem ser criteriosos. As cirurgias são classificadas em limpas, potencialmente contaminadas, contaminadas e infectadas, e essa classificação guia a necessidade de profilaxia. Cirurgias limpas, que não envolvem abertura de vísceras ocas e não apresentam inflamação ou infecção, geralmente não requerem antibioticoprofilaxia, exceto quando há implante de próteses ou dispositivos. Cirurgias potencialmente contaminadas, que envolvem abertura de vísceras ocas sob condições controladas, são candidatas à profilaxia. Já as cirurgias contaminadas e infectadas, onde há contaminação bacteriana significativa ou infecção já estabelecida, respectivamente, demandam antibioticoterapia, e não profilaxia, pois o objetivo é tratar uma infecção já presente. A alternativa incorreta na questão reside em afirmar que cirurgias infectadas têm indicação de antibioticoprofilaxia. Pelo contrário, em cirurgias infectadas, o tratamento antimicrobiano é terapêutico, visando erradicar a infecção existente. A escolha do antibiótico e a duração da terapia devem ser baseadas na cultura e sensibilidade, bem como na gravidade da infecção e no estado clínico do paciente.
Antibioticoprofilaxia visa prevenir infecções antes que ocorram, geralmente em cirurgias limpas com implantes ou potencialmente contaminadas. Antibioticoterapia trata uma infecção já estabelecida.
É indicada em cirurgias limpas com implantes (ex: próteses), cirurgias potencialmente contaminadas (ex: cirurgias abdominais eletivas) e algumas cirurgias limpas de alto risco.
Cirurgias infectadas são aquelas realizadas em tecidos com infecção já presente (ex: abscesso). Nesses casos, a indicação é de antibioticoterapia, não de profilaxia, visando tratar a infecção existente.
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