Antibioticoprofilaxia Cirúrgica: Quando e Como Usar

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2015

Enunciado

Em relação à antibioticoprofilaxia e antibioticoterapia, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Cirurgias limpas não requerem antibioticoprofilaxia, exceto quando se utilizam próteses.
  2. B) Cirurgias potencialmente contaminadas devem ser abordadas por antibioticoprofilaxia.
  3. C) Cirurgias infectadas são cirurgias realizadas em tecidos com quadro infeccioso previamente instalado.
  4. D) Cirurgias infectadas têm como indicação a antibioticoprofilaxia, independentementedo sítio cirúrgico.

Pérola Clínica

Cirurgias infectadas → antibioticoterapia, NÃO profilaxia. Profilaxia é pré-exposição.

Resumo-Chave

Antibioticoprofilaxia é para prevenir infecção em cirurgias limpas com próteses ou potencialmente contaminadas. Em cirurgias já infectadas, o objetivo é tratar uma infecção existente, o que configura antibioticoterapia, não profilaxia.

Contexto Educacional

A prevenção de infecções do sítio cirúrgico (ISC) é um pilar fundamental na segurança do paciente e na redução da morbimortalidade pós-operatória. A antibioticoprofilaxia cirúrgica é uma estratégia eficaz para reduzir o risco de ISC, mas sua indicação e uso devem ser criteriosos. As cirurgias são classificadas em limpas, potencialmente contaminadas, contaminadas e infectadas, e essa classificação guia a necessidade de profilaxia. Cirurgias limpas, que não envolvem abertura de vísceras ocas e não apresentam inflamação ou infecção, geralmente não requerem antibioticoprofilaxia, exceto quando há implante de próteses ou dispositivos. Cirurgias potencialmente contaminadas, que envolvem abertura de vísceras ocas sob condições controladas, são candidatas à profilaxia. Já as cirurgias contaminadas e infectadas, onde há contaminação bacteriana significativa ou infecção já estabelecida, respectivamente, demandam antibioticoterapia, e não profilaxia, pois o objetivo é tratar uma infecção já presente. A alternativa incorreta na questão reside em afirmar que cirurgias infectadas têm indicação de antibioticoprofilaxia. Pelo contrário, em cirurgias infectadas, o tratamento antimicrobiano é terapêutico, visando erradicar a infecção existente. A escolha do antibiótico e a duração da terapia devem ser baseadas na cultura e sensibilidade, bem como na gravidade da infecção e no estado clínico do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre antibioticoprofilaxia e antibioticoterapia?

Antibioticoprofilaxia visa prevenir infecções antes que ocorram, geralmente em cirurgias limpas com implantes ou potencialmente contaminadas. Antibioticoterapia trata uma infecção já estabelecida.

Quando a antibioticoprofilaxia é indicada em cirurgias?

É indicada em cirurgias limpas com implantes (ex: próteses), cirurgias potencialmente contaminadas (ex: cirurgias abdominais eletivas) e algumas cirurgias limpas de alto risco.

O que são cirurgias infectadas e qual a conduta antimicrobiana?

Cirurgias infectadas são aquelas realizadas em tecidos com infecção já presente (ex: abscesso). Nesses casos, a indicação é de antibioticoterapia, não de profilaxia, visando tratar a infecção existente.

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