Antibioticoprofilaxia Cirúrgica: Indicações Essenciais

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015

Enunciado

Qual dos casos abaixo NÃO tem indicação de fazer antibioticoprofilaxia?

Alternativas

  1. A) Paciente submetido a neurocirurgia.
  2. B) Paciente submetido a cirurgia cardíaca.
  3. C) Paciente submetido a exérese de melanoma maligno no tórax.
  4. D) Paciente submetido a herniorrafia incisional com colocação de tela.
  5. E) Paciente submetido a colocação de prótese total de joelho

Pérola Clínica

Cirurgias limpas sem implante ou alto risco de infecção (ex: exérese de melanoma) geralmente NÃO requerem antibioticoprofilaxia.

Resumo-Chave

A antibioticoprofilaxia cirúrgica é indicada para prevenir infecções do sítio cirúrgico em procedimentos com alto risco de contaminação ou naqueles que envolvem implantes protéticos, onde a infecção teria consequências devastadoras. Cirurgias limpas, sem implantes e de baixo risco, como a exérese simples de melanoma, geralmente não se beneficiam dessa profilaxia.

Contexto Educacional

A antibioticoprofilaxia cirúrgica é uma estratégia fundamental para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgia. A decisão de instituir a profilaxia deve ser baseada em evidências, considerando o tipo de cirurgia, o risco inerente de infecção e as potenciais consequências de uma ISC. É crucial que a profilaxia seja administrada no momento correto (geralmente 30-60 minutos antes da incisão), com o antibiótico adequado e pela duração mínima necessária, geralmente uma dose única. A fisiopatologia da ISC envolve a contaminação bacteriana da ferida operatória, seja por flora endógena do paciente ou exógena. A profilaxia visa atingir concentrações teciduais adequadas do antibiótico no momento da incisão, inibindo o crescimento bacteriano. As cirurgias são classificadas em limpas, limpas-contaminadas, contaminadas e infectadas, sendo as duas primeiras as principais indicações para profilaxia. Procedimentos com implantes (próteses, telas) ou de longa duração, mesmo que limpos, também se beneficiam. O tratamento da ISC estabelecida difere da profilaxia, exigindo antibióticos terapêuticos e, muitas vezes, reintervenção cirúrgica. A profilaxia inadequada ou o uso indiscriminado de antibióticos contribuem para a resistência antimicrobiana. Portanto, a adesão a protocolos baseados em diretrizes é essencial para otimizar os resultados cirúrgicos e a segurança do paciente, minimizando os riscos associados ao uso de antimicrobianos.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para antibioticoprofilaxia cirúrgica?

A antibioticoprofilaxia é indicada em cirurgias limpas com implantes (próteses, telas), cirurgias limpas-contaminadas (ex: cirurgias gastrointestinais, urológicas), e em alguns procedimentos limpos de alto risco (ex: cardíacas, neurocirurgias).

Por que a exérese de melanoma maligno no tórax geralmente não requer antibioticoprofilaxia?

A exérese de melanoma é considerada uma cirurgia limpa, sem implantes e com baixo risco de infecção do sítio cirúrgico, não justificando a profilaxia antibiótica de rotina, que poderia aumentar a resistência bacteriana.

Como a classificação das feridas cirúrgicas influencia a decisão de profilaxia?

Feridas limpas têm baixo risco de infecção e raramente exigem profilaxia, exceto com implantes. Feridas limpas-contaminadas e contaminadas têm maior risco e frequentemente se beneficiam da profilaxia, enquanto feridas infectadas requerem tratamento antibiótico terapêutico.

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