Antibioticoprofilaxia em Cirurgias Ginecológicas: Indicações

SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2023

Enunciado

A ginecologia nada mais é do que uma grande clínica médica com particularidades de gênero. Desse modo, as complicações cirúrgicas representam para o médico uma espécie de insucesso e, para o paciente, situação de má prática. Essa dualidade somente será desfeita se seguidas algumas regras básicas pelo médico, por sua equipe e pela paciente operada. Quanto à antibioticoprofilaxia nas cirurgias ginecológicas, assinale a alternativa que demonstra corretamente quando ela deve ser indicada.

Alternativas

  1. A) Sempre deve ser realizada em cirurgias limpas.
  2. B) Em cirurgias potencialmente contaminadas.
  3. C) Deve ser iniciada após a incisão cirúrgica.
  4. D) Deve ser iniciada 3 horas antes do início da cirurgia.
  5. E) Deve ser mantida até a retirada da sonda vesical de demora.

Pérola Clínica

Antibioticoprofilaxia em ginecologia → cirurgias potencialmente contaminadas, 30-60 min pré-incisão.

Resumo-Chave

A antibioticoprofilaxia em cirurgias ginecológicas é indicada principalmente para procedimentos potencialmente contaminados, visando reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico. O momento ideal para a administração é 30 a 60 minutos antes da incisão, garantindo níveis teciduais adequados durante o procedimento.

Contexto Educacional

A antibioticoprofilaxia cirúrgica em ginecologia é uma estratégia fundamental para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico, uma das complicações mais comuns e onerosas. A indicação correta baseia-se na classificação da ferida cirúrgica (limpa, potencialmente contaminada, contaminada, infectada) e em fatores de risco do paciente, sendo mais frequentemente utilizada em procedimentos potencialmente contaminados. O objetivo da profilaxia é atingir concentrações teciduais adequadas do antibiótico no momento da incisão e durante o período de maior risco de contaminação, que geralmente se estende até o fechamento da ferida. Por isso, o início ideal é 30 a 60 minutos antes da incisão. A escolha do antibiótico deve cobrir os patógenos mais prováveis, como bactérias da pele e flora vaginal/intestinal, sendo as cefalosporinas de primeira ou segunda geração as mais utilizadas. É crucial que a profilaxia não se estenda por um período prolongado, pois a manutenção por mais de 24 horas não confere benefício adicional e contribui para a seleção de bactérias resistentes. A adesão a protocolos baseados em evidências é essencial para otimizar os resultados e minimizar os riscos associados ao uso indiscriminado de antibióticos na prática cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Quais são as indicações para antibioticoprofilaxia em cirurgias ginecológicas?

A antibioticoprofilaxia é indicada principalmente em cirurgias ginecológicas classificadas como potencialmente contaminadas, como histerectomias, ou em cirurgias limpas com implante de prótese ou em pacientes imunocomprometidas.

Qual o momento ideal para iniciar a antibioticoprofilaxia cirúrgica?

O antibiótico deve ser administrado intravenosamente 30 a 60 minutos antes da incisão cirúrgica, para que os níveis teciduais sejam terapêuticos no momento da contaminação potencial.

Por quanto tempo a antibioticoprofilaxia deve ser mantida após a cirurgia?

Geralmente, uma única dose é suficiente. A manutenção por mais de 24 horas não demonstrou benefício adicional e pode aumentar o risco de resistência antimicrobiana e efeitos adversos.

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