SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2023
A ginecologia nada mais é do que uma grande clínica médica com particularidades de gênero. Desse modo, as complicações cirúrgicas representam para o médico uma espécie de insucesso e, para o paciente, situação de má prática. Essa dualidade somente será desfeita se seguidas algumas regras básicas pelo médico, por sua equipe e pela paciente operada. Quanto à antibioticoprofilaxia nas cirurgias ginecológicas, assinale a alternativa que demonstra corretamente quando ela deve ser indicada.
Antibioticoprofilaxia em ginecologia → cirurgias potencialmente contaminadas, 30-60 min pré-incisão.
A antibioticoprofilaxia em cirurgias ginecológicas é indicada principalmente para procedimentos potencialmente contaminados, visando reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico. O momento ideal para a administração é 30 a 60 minutos antes da incisão, garantindo níveis teciduais adequados durante o procedimento.
A antibioticoprofilaxia cirúrgica em ginecologia é uma estratégia fundamental para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico, uma das complicações mais comuns e onerosas. A indicação correta baseia-se na classificação da ferida cirúrgica (limpa, potencialmente contaminada, contaminada, infectada) e em fatores de risco do paciente, sendo mais frequentemente utilizada em procedimentos potencialmente contaminados. O objetivo da profilaxia é atingir concentrações teciduais adequadas do antibiótico no momento da incisão e durante o período de maior risco de contaminação, que geralmente se estende até o fechamento da ferida. Por isso, o início ideal é 30 a 60 minutos antes da incisão. A escolha do antibiótico deve cobrir os patógenos mais prováveis, como bactérias da pele e flora vaginal/intestinal, sendo as cefalosporinas de primeira ou segunda geração as mais utilizadas. É crucial que a profilaxia não se estenda por um período prolongado, pois a manutenção por mais de 24 horas não confere benefício adicional e contribui para a seleção de bactérias resistentes. A adesão a protocolos baseados em evidências é essencial para otimizar os resultados e minimizar os riscos associados ao uso indiscriminado de antibióticos na prática cirúrgica.
A antibioticoprofilaxia é indicada principalmente em cirurgias ginecológicas classificadas como potencialmente contaminadas, como histerectomias, ou em cirurgias limpas com implante de prótese ou em pacientes imunocomprometidas.
O antibiótico deve ser administrado intravenosamente 30 a 60 minutos antes da incisão cirúrgica, para que os níveis teciduais sejam terapêuticos no momento da contaminação potencial.
Geralmente, uma única dose é suficiente. A manutenção por mais de 24 horas não demonstrou benefício adicional e pode aumentar o risco de resistência antimicrobiana e efeitos adversos.
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