FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2015
No consenso de 1999 do Centro de Controle de Doença (CDC) dos Estados Unidos, em relação à antibioticoprofilaxia foram relatadas evidências da categoria 1A a serem seguidas. Entre as assertivas abaixo qual NÃO corresponde a essa categoria?
CDC 1999 Cat. 1A: Não usar vancomicina rotineiramente na profilaxia cirúrgica, exceto em casos específicos de alto risco para MRSA.
As diretrizes do CDC para antibioticoprofilaxia cirúrgica enfatizam o uso racional de antibióticos. A recomendação de *não utilizar vancomicina de rotina* é uma medida crucial para combater a resistência antimicrobiana, sendo reservada para situações de alto risco para MRSA ou em instituições com alta prevalência.
A antibioticoprofilaxia cirúrgica é uma estratégia fundamental para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), uma das complicações mais comuns e custosas em cirurgia. As diretrizes do Centro de Controle de Doenças (CDC) de 1999 estabeleceram padrões baseados em evidências, categorizando as recomendações para otimizar a eficácia e minimizar a resistência antimicrobiana. A escolha do antibiótico, o momento da administração e a duração são fatores críticos. A fisiopatologia da ISC envolve a contaminação do sítio cirúrgico por microrganismos, que podem ser endógenos (da própria flora do paciente) ou exógenos. A profilaxia visa reduzir a carga bacteriana no tecido no momento da incisão, quando o risco de infecção é maior. A administração intravenosa deve ocorrer dentro de 60 minutos antes da incisão para garantir níveis teciduais adequados. A recomendação de não usar vancomicina de rotina é um pilar da profilaxia racional. Embora eficaz contra bactérias Gram-positivas, incluindo MRSA, seu uso indiscriminado promove a resistência. Portanto, a vancomicina é reservada para pacientes com alergia a beta-lactâmicos ou em cenários de alto risco para MRSA. Residentes devem dominar essas diretrizes para aplicar a profilaxia de forma eficaz e responsável, contribuindo para a segurança do paciente e o controle da resistência.
Os princípios incluem a escolha do antibiótico com base nos patógenos mais prováveis, a administração em tempo adequado para atingir concentrações bactericidas no momento da incisão, e a duração limitada da profilaxia, geralmente uma dose única.
A vancomicina não é recomendada de rotina devido ao risco de indução de resistência, especialmente em Staphylococcus aureus. Seu uso deve ser restrito a pacientes com alergia grave a beta-lactâmicos ou em situações de alto risco para infecção por MRSA, como colonização conhecida ou alta prevalência institucional.
Cirurgias colorretais eletivas são um exemplo clássico que exige tanto a profilaxia parenteral (geralmente com cobertura para gram-negativos e anaeróbios) quanto a oral com antimicrobianos não absorvíveis, administrados no dia anterior à cirurgia, para reduzir a carga bacteriana intestinal.
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