Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
Para procedimentos colorretais, são antibióticos profiláticos indicados, por via parenteral, EXCETO:
Profilaxia ATB colorretal parenteral: Cefalosporina 2ª/3ª Geração + Metronidazol. Neomicina/Eritromicina são orais.
A antibioticoprofilaxia parenteral para cirurgias colorretais visa cobrir bactérias gram-negativas e anaeróbios, sendo comumente utilizada a combinação de uma cefalosporina de segunda ou terceira geração com metronidazol. Sulfato de neomicina e eritromicina são usados no preparo intestinal oral, não como profilaxia parenteral.
A antibioticoprofilaxia em cirurgias colorretais é uma medida crucial para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico, que representam uma das complicações mais comuns e onerosas. A cavidade abdominal e o cólon são ricos em flora bacteriana, tanto aeróbia quanto anaeróbia, tornando a contaminação intraoperatória um risco significativo. A escolha do antibiótico deve cobrir esse espectro bacteriano. A fisiopatologia da infecção do sítio cirúrgico envolve a introdução de bactérias no campo operatório durante o procedimento. A profilaxia visa atingir níveis séricos e teciduais adequados do antibiótico no momento da incisão e durante o período de maior risco de contaminação. Para procedimentos colorretais, a combinação clássica e eficaz inclui um agente com cobertura para gram-negativos (como cefalosporinas de segunda ou terceira geração) e um agente para anaeróbios (como metronidazol), ambos administrados por via parenteral. É fundamental diferenciar a profilaxia parenteral da preparação intestinal oral. O preparo intestinal mecânico, muitas vezes combinado com antibióticos orais como neomicina e eritromicina, visa diminuir a carga bacteriana intraluminal e esvaziar o cólon. No entanto, esses agentes orais não substituem a profilaxia sistêmica. Residentes devem compreender a indicação, o momento e a via de administração corretos de cada tipo de antibiótico para otimizar a prevenção de infecções e melhorar os desfechos cirúrgicos.
Reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico, especialmente por bactérias da flora intestinal, que podem contaminar o campo operatório.
Cefalosporinas de segunda ou terceira geração (para gram-negativos) combinadas com metronidazol (para anaeróbios).
São administradas por via oral como parte do preparo intestinal mecânico e químico pré-operatório, visando reduzir a carga bacteriana intraluminal.
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