USP/Ribeirão Preto - Exame Revalida — Prova 2019
Paciente masculino de 62 anos será submetido a revascularização do miocárdio usando sua própria artéria mamária. Com relação à profilaxia de infecção de sítio cirúrgico, qual alternativa é correta?
Cirurgia cardíaca (revascularização miocárdio) → sempre indicação de antibioticoprofilaxia, mesmo sendo limpa, devido ao risco catastrófico de infecção.
Cirurgias cardíacas, embora classificadas como limpas, exigem antibioticoprofilaxia devido às graves consequências de uma infecção de sítio cirúrgico, que pode ser catastrófica para o paciente, aumentando morbidade e mortalidade.
A profilaxia de infecção de sítio cirúrgico (ISC) é uma medida fundamental para reduzir a morbidade e mortalidade pós-operatória. A classificação das cirurgias quanto ao potencial de contaminação (limpas, limpas-contaminadas, contaminadas e infectadas) é um guia inicial para a indicação de antibioticoprofilaxia. Cirurgias limpas, como a revascularização do miocárdio, são aquelas realizadas em tecidos estéreis ou limpos, sem abertura de vísceras ocas, e com baixo risco de infecção. No entanto, a indicação de antibioticoprofilaxia não se baseia apenas na classificação do potencial de contaminação, mas também nas consequências de uma eventual infecção. Em cirurgias onde a infecção, mesmo rara, pode ser catastrófica (ex: cirurgias cardíacas, neurocirurgias, implante de próteses), a antibioticoprofilaxia é fortemente recomendada. A infecção de sítio cirúrgico em cirurgia cardíaca, como a mediastinite, é uma complicação grave que prolonga a internação, aumenta custos e eleva significativamente a mortalidade. As diretrizes atuais recomendam a administração de antibióticos de amplo espectro, geralmente cefalosporinas de primeira ou segunda geração, dentro de 60 minutos antes da incisão cirúrgica, com doses adicionais se a cirurgia for prolongada ou houver perda sanguínea significativa. A duração da profilaxia geralmente não excede 24 horas. A escolha do antibiótico deve cobrir os patógenos mais comuns, como Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis, que são frequentemente encontrados na pele.
A antibioticoprofilaxia é crucial em cirurgias cardíacas porque, apesar de serem classificadas como cirurgias limpas, uma infecção de sítio cirúrgico (como mediastinite) pode ter consequências devastadoras, levando a alta morbidade, mortalidade e custos elevados de tratamento.
A revascularização do miocárdio é geralmente classificada como uma cirurgia limpa, pois não há abertura de vísceras ocas e o campo operatório é estéril. No entanto, devido à sua complexidade e ao uso de materiais protéticos (fios de sutura, enxertos), o risco de infecção, embora baixo, é considerado de alto impacto.
Os antibióticos mais comumente usados para profilaxia em cirurgia cardíaca são as cefalosporinas de primeira ou segunda geração (como cefazolina), devido ao seu espectro de ação contra Staphylococcus aureus e epidermidis, que são os principais patógenos envolvidos em infecções de sítio cirúrgico cardíaco.
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